Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 04/08/2022
A Segunda Guerra Mundial,apesar dos conflitos bélicos de grande impacto social,proporcionou muitos avanços no setor tecnológico,a exemplo da criação da internet.Assim,tais avanços foram indispensáveis para o progresso da sociedade.No entanto,esse plano digital tornou-se uma ferramenta coletiva de julgamentos,uma vez que os reflexos da cultura do cancelamento representam um cenário que necessita de atenção.Diante disso,é preciso analisar não só a falta de conscientização populacional,como também o comportamento dos usuários no ciberespaço como elementos propulsores do assunto em questão.
Nesse sentido,é necessário destacar que a desmobilização social é um dos fatores que perpetuam a cultura do cancelamento,no que concerne ao incentivo de atitudes empáticas que façam da internet uma plataforma confraterna.Acerca disso,segundo a teoria da Banalidade do Mal da filósofa alemã Hannah Arendt,em resultado da massificação da sociedade,cria-se um mal comum de ser praticado.Assim,tal conceito é materializado no Brasil,haja vista que a banalização desse comportamento ofensivo perpetua esse impasse no ciberespaço.
Ademais,é importante salientar que a conduta dos usuários é um fator de grande relevância nesse prisma.Sob tal perspectiva,o conceito de “shitstorm” do pensador coreano Byung-Chul Han pontua que a internet é um instrumento da sociedade capitalista atual que,muitas vezes,acirra a competição entre as pessoas.Diante disso,percebe-se a falsa impressão de que o coletivo está unido em um objetivo comum,quando seu efeito é completamente o contrário,já que o egoísmo,a idolatria e o lucro estão na base de sua formação.
Dessarte,nota-se a necessidade de medidas interventivas para atenuar essa problemática no Brasil.Portanto,cabe à mídia promover campanhas de conscientização acerca da cultura do cancelamento na sociedade hodierna,por meio de anúncios e vídeos nas plataformas digitais.Dessa forma,a fim de promover a reflexão entre os usuários e de garantir que a internet torne-se mais integrativa e empática.Assim,evita-se a banalização desse impasse no território brasileiro.