Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 05/08/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, declara a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. No entanto, o atual cenário fere essa garantia quando evidencia a cul-tura do cancelamento no Brasil. Nesse sentido, é notável que esse problema persiste sem solução devido à negligência governamental e ao silenciamento social.

Nessa perspectiva, convém enfatizar a negligência governamental. Segundo o filósofo inglês Jonh Locke, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamen-tais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Desse modo, é perceptível que o poder público não cumpre com o seu papel legislativo. Tal situação acontece pois o governo não cria leis para proteger as vítimas do cancelamento, fazendo com que as pessoas que cometem linchamento na internet saíam impune.

Ademais, vale ressaltar o silenciamento social. Em consonância a isso, a escri-tora brasileira Martha Medeiros discorre em uma de suas obras sobre a ausência de debate social, afirmando que o indivíduo silencia tudo aquilo que ele não quer que venha à tona. Sendo assim, é nítida a relação da afirmação da autora e o impasse. Isso acontece porque os sujeitos se sentem livres na internet para se expressarem, sem pensar nas consequências de suas palavras, não havendo deba-tes sobre os efeitos de um cancelamento na sociedade.

Logo, o Ministério da Educação, órgão do Poder Executivo federal brasileiro, deve criar campanhas de conscientização em escolas e universidades, possibilitan-do o debate de assuntos silenciados socialmente, por meio de investimentos públi-cos, com a finalidade de promover maior conhecimento para a população. Após essas ações, espera-se que haja uma melhora no que tange à problemática, confor-me a escritora brasileira Martha Medeiros.