Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 09/08/2022

É inegável que a Internet trouxe consigo novos costumes e comportamentos humanos. A cultura do cancelamento, ou seja, o ato de boicotar figuras públicas, sobretudo em redes sociais, é um desses impactos. Embora tal ato pareça inofensivo, os comentários dissipados podem ser fatores importantes para o aumento dos casos de doenças mentais, como a ansiedade e a depressão. Por isso, faz-se imprescindível que medidas sejam tomadas a fim de solucionar tal estorvo.

A priori, vale ressaltar a influência que um indivíduo tem sobre outro como forma de gatilho para esse comportamento. Consoante à teoria do Comportamento de Manada defendida pelo psicólogo francês Gustavo Le Bom, os civis tendem a agir de forma espelhada e embasada no que são induzidos a acrecitarem. Com base nisso, é perceptível o fato de que a grande entrega de informações nos meios digitais torna a perspectiva individual influenciável, haja vista que os cidadãos, constantemente, mudam seus parâmetros de certo e errado devido a fatos e a comentários aos quais são submetidos em seu dia a dia.

Em virtude disso, diversos efeitos negativos são causados ao âmbito sanitário da sociedade contemporânea. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país mais depressivo da América Latina. O estudo supracitado expõe as consequências da nociva cultura do cancelamento, uma vez que a facilidade com que os discursos de ódio e os comentários agressivos são dissipados fazem com que as vítimas dessa segregação sejam intimidados e, cada vez mais, excluídos e esquecidos do corpo social da nação.

Portanto, urge que medidas sejam aderidas a fim de proporcionar melhorias a saúde dos segregados. Por isso, é dever do Ministério da Saúde, juntamente às empresas midiáticas, como o Instagram e o Twitter, promover a redução de tal exclusão digital, por meio da criação e da divulgação de campanhas que visem à conscientização dos usuários sobre os problemas causados por essa cultura. As publicações devem ser divulgadas em horários de maior uso das plataformas pelos civis, de forma que obtenha um potencial de impactar o maior número de cidadãos possíveis. Dessa maneira, o esquecimento ao qual os “cancelados” são submetidos será minimizado e o âmbito sanitário nacional poderá melhorar.