Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 22/09/2022

A popularização da internet e o dinamismo atrelado a ela mudou a forma como as pessoas consomem informações. Hoje os induvíduos possue um papel ativo sobre o noticiário, seja comemtando ou mesmo questionando o que está diante da tela do celular. Essa nova maneira de lidar com o as notícias permitiu o surgimento da cultura do cancelamento. Porém o linchamento virtual apresenta problemas em sua condução, como não permitir o direito de respota do cancelado ou mesmo utilizar essa repressão para manipulação de massas.

Antes de tudo, o linchamento é algo comum na humanidade, um exemplo era as decaptações durante a Revolução Francesa. Por outro lado, a internet permitiu que pessoas comuns pudessem orquestrar esses ataques público. Esses linchamentos ao longo do tempo acontecem com o intuito de angariar público e fortalecer a imagem do “cancelador”, assim como Robespierre decapitava seus opositores em praça pública para conseguir apoio popular, um internauta inicia um cancelamento no Twitter para obter curtidas e aumentar seu número de seguidores, ambos os caso visam beneficiar o atacante.

Além disso, o cancelamento não está relacionado a justiça, já que os ataques virtuais não dão direito de respota e nem ao menos passa por uma investigação, o linchamento nas redes é movido pelo impulso. Assim como mostrado na série Gossip Girl, o ato de cancelar só visa em atacar, não há preocupação em saber se a denuncia tem fundamento, caso a informação seja falsa não há um remediação para o ataque e nem a preocupação em como a vítima ficará após a exposição.

Em virtude dos argumentos apresentados, a cultura do cancelamento faz parte do dinamismo presente do mundo virtual, por isso é necessário educar as pessoas a lidarem com ela. Para que isso ocorra é preciso que o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde alertem a população sobre as consequências que um cancelamento pode gerar, como destruir a reputação, ou imputar um crime e o prejuizo a saúde mental do “cancelado”. Para isso, os órgãos publico podem utilizar a própria internet para vincular propagandas e abrir debates sobre a cultura do cancelamento. Para que essas ações funcionem é necessário a utilização de influencers e cientistas sociais para esclarecerem sobre essa prática virtual.