Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 14/10/2022
A Cultura do Cancelamento, surgiu na “era das redes sociais” como uma espécie de linchamento virtual, na qual um grupo de pessoas se reúne virtualmente para criticar alguém por uma determinada ação. Desse modo, tal ato se tornou danoso, ao passo que gera efeitos para as pessoas que foram “canceladas”, como a fragilização de sua dignidade, além de evidenciar a maldade humana.
Diante desse cenário, é lícito postular que o cancelamento é um novo nome para um problema velho, o do discurso de ódio, o qual é responsável pela perda de prestígio, levando a situações de depressão, sentimento de solidão e ansiedade. Tal fato pode ser exemplificado com o ocorrido a rapper Karol Koncá, ao participar do BBB 21, onde foi cancelada por pressão psicológica sobre outros participantes, sendo eliminada do programa com a maior rejeição. Contudo, o cancelamento da ex-bbb não só lhe gerou a perda de milhões de seguidores e contratos, como também afetou sua vida pessoal, haja vista que foi disseminado ódio a ela e sua família e até ameaças de morte. Dessa forma, fica evidente a necessidade de se combater a cultura do cancelamento, devido aos efeitos negativos gerados por ela.
Outrossim, é notório que a maldade e o discurso de ódio são tão presentes na sociedade, que tendem a ser considerados comuns e continuam a ser praticados pelas pessoas. Sob essa ótica, na obra “1984” de Geroge Owreall a população passa 2 minutos por dia diante da teletela, para manifestar seu ódio, o que ficou conhecido na obra como “2 minutos de ódio”. Fora da ficção, a realidade brasileira é muito mais cruel que a obra, visto que a população gasta horas dispersando ódio para com o próximo diante das redes sociais, muitas das vezes, de forma anônima, o que acarreta na intensificação da hostilização disseminada. Assim, é importante a criação de campanhas visando reverter esse panorama.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, cuja função é instruir as pessoas, realizar projetos, em parceria com as grandes mídias, por meio de palestras para a população e publicações nas redes sociais, para informar ao público a respeito das consequências geradas pela cultura do cancelamento, tais como: a depressão e o sentimento de fracasso. Sendo assim, espera-se com tal ação, uma diminuição do cancelamento, e uma mitigação de seus efeitos.