Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 18/10/2022

De acordo com a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante centenas de direitos sociais aos brasileiros, podendo destacar o artigo 220 que garante o direito da liberdade de expressão dos indivíduos. No entanto, quando se trata da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, é possível perceber que essas garantias não são asseguradas com plenitude atualmente, uma vez que o lichamento virtual apresenta impactos prejudiciais para vida dos “cancelados” que vão desde a humilhação à problemas psicológicos. Sob tal perspectiva, é imprescindível a discussão e superação desses impasses.

É indubitavel que, com a Terceira Revolução Industrial, foi impulsionado o uso da tecnologia e da informação. Esse período trouxe diversos benefícios e evolução para a sociedade, e com isso foi acentuado o uso da internet pelos usuários. Como consequência, a decorrência desse uso possui alguns pontos negativos tornado a internet um meio para propagação do punitivismo cultural e a manifestação de ódio entre os indivíduos. Em razão a grande exposição das pessoas nas redes sociais, faz com que elas se tornem vulneráveis ao cancelamento, em que suas atitudes são julgadas de maneira precipitada, violenta e desrespeitosa, do modo que essas pessoas sofram os efeitos desse lichamento virtual.

Faz-se mister salientar, que essas atitudes dos usuários podem causar graves danos psicológico aos indivíduos, como o densenvolvimento de crises de ansiedade, depressão, fracasso, incapacidade de realização e uma busca inscansável pela perfeição. Segundo a filósofa Hanna Arendt, em seu livro “Banalidade do Mal”, um cidadão diante de um contexto da normalização da crueldade e que não relfete sobre isso, é capaz de um ato de extrema madade.

Infere-se, portanto, mediadas necessárias para conter o avanço do cancelamento na sociedade brasileira. Dessa forma, o Poder Legislativo por intermédio de um acordo assinado, deve exercer fiscalizações mais frequentes e severas nas redes sociais, a fim de se garantir um ambiente virtual mais justo e aberto ao diálogo. Ademais, O Ministério da Educação deve promover nas escolas, palestras e campanhas sobre a importância da empatia e do repeito em relação as opiniões dos indivíduos. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para completude da demicracia.