Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 10/11/2022

Não é novidade que, sob uma perspectiva histórica, a cultura do cancelamento é empregada por sociedades hierarquizadas com o objetivo de oprimir e, por conseguinte, manter tal estrutura desigual. A título de exemplo, cita-se a sociedade europeia medieval, em que vassalos eram intrinsecamente subordinados aos suseranos, estes, donos de grandes lotes de terra e de poder. Entretanto, é possível perceber que, na contemporaneidade, tal fenômeno relaciona-se com atitudes abomináveis, despertando uma insatisfação social e, concomitantemente, a perda de apoio popular diante tais atitudes.

Primordialmente, é possível afirmar que, na atualidade, o efeito gerado pela globalização enfraqueceu o conceito de hierarquia, visto que o acesso à informação tornou-se acessível ao público. Contudo, é notória a permanência de movimentos de preconceito enraizados na sociedade. Estes, portanto, são os principais agentes responsáveis para a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, pois são alvo de críticas e questionamentos.

Entretanto, percebe-se que os principais alvos de crítica são figuras públicas, estas, vistas como grandes influenciadoras sociais, o que torna o movimento contemporâneo necessário para a conscientização da população em relação a sua importância no mundo contemporâneo. Ademais, é possível relacionar a cultura do cancelamento ao rompimento com o passado, que é caracterizado por excluir e oprimir a população, em detrimento a minorias sociais, estas, caracterizadas como elitistas.

Tendo em vista a amenização de tal problemática, faz-se essencial o papel das grandes mídias sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, no combate ao preconceito por meio da criação de diretrizes e as devidas punições àqueles que ainda persistam na disseminação de ódio. Fora do mundo virtual, é primordial o investimento em campanhas sociais, por parte do Governo Federal, contra o preconceito.