Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 20/04/2023
De acordo com Arthur Schopenhauer, “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Acerca dessa lógica, a frase feita pelo filósofo alemão se diz respeito ao debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, pois nem sempre o ser humano consegue enxergar além da sua própria realidade. Portanto, a problemática traz consequências para a vida natural e social, como perseguições e ameaças às pessoas e a falta de diálogo.
Nesse sentido, as perseguições e ameaças às pessoas é fundamental para a perpetuação do dano como uma falha social. De acordo com o filósofo francês Michel Foucault, a normalização faz com que os indivíduos tenham repetições de comportamentos sem uma devida reflexão crítica de sua própria conduta. Nessa lógica, a sociedade banaliza a cultura do cancelamento, tendo em vista que muitos vão cancelar sem o outro lado da história. Dessa forma, enquanto a banalização dos comportamentos persistir, haverá o crescimento das ameaças.
Ademais, a apatia coletiva contribui para a falta de diálogo. Sob essa perspectiva, na obra “Cegueira Moral: a perda da sensibilidade na modernidade líquida”, Zygmunt Bauman discute acerca da passividade social diante das falhas ao seu entorno. Nesse viés, a obra supracitada ganha contornos específicos nas redes sociais, em que atacar e cancelar alguém sem ver o lado de que está sendo cancelada. Diante disso, em razão da inércia da coletividade, o problema perdura no Mundo.
Portanto, é necessário a reflexão acerca dessa prática, Logo o Poder público responsável pela prática da cidadania junto com a mídia deve fazer o incentivo para as pessoas pensarem mais em suas atitudes e começar a prática do diálogo entre eles por meio de propagandas em grande parte nas redes sociais com intuito de diminuir essa cultura e que as pessoas aprendem mais com seus erros