Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 21/04/2024
Em 2014, uma mulher foi espancada até a morte em Guarujá, literal de São Paulo. após divulgarem suas fotos nas redes sociais, atrelando-a a práticas de bruxaria e sequestro de crianças; no entanto, tudo não passava de boatos. Diante disso, fica clara a necessidade de diiscutir-se sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Logo, pode-se colocar a transmissão de desinformação e os danos causados nos acusados como possíveis riscos da cultura do cancelamento.
Nesse sentido, é fato que a propragação de informações falsas, com a melhor eficiência dos meios de transmissão, chegou a índices alarmantes. Segundo dados de uma pesquisa, realizada pela escola de jornalismo e organização de pesquisas americanas Poynter Institute, 4 em cada 10 brasileiros afirmam receber noticías falsas todos os dias. Essa desinformação acarreta, em alguns casos, a depravação da imagem de uma pessoa inocente, que é “cancelada” pela sociedade por algo falsamente associado à ela. Portanto, fica claro os riscos que a disseminação de fake news pode causar na sociedade contemporânea.
Ademais, a vítima de um cancelamento, muitas vezes, recebe consequências negativas que, em alguns casos, são irrevesíveis. Isso se vê em um caso, onde dois proprietários de uma escola em São Paulo, chamada Escola Base, foram acusados de abuso sexual de alunos, sem provas concretas; após a divulgação do caso, a grande repercussão resultou no fechamento da instituição, que se manteve fechada mesmo após a comprovação da inocência dos acusados. Posteriormente, esses proprietários passaram a sofrer de doenças como estresse, fobia e cardiopatia. Com base nisso, fica nítido os males que a cultura do cancelamento pode trazer à diversas pessoas que, muitas vezes, são inocentes.
Destarte, se mostra necessário medidas para combater os riscos da cultura do cancelamento. Com o fim de abolir esses riscos, é essencial que os órgãos de informação pública, como jornais e revistas, analisem a vericidade das informações enviadas para eles, por meio de programas e administradores, que podem ser fundados através de investimentos do estado brasileiro. Somente assim, o casos, como o de Guarujá poderam ser evitados.