Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 22/04/2024
A agenda ONU 2030 de sustentabilidade visa ofertar a garantia do bem-estar e desenvolvimento social a partir de metas que promovam nas Nações Unidas, dentre essas destaca-se a de paz e justiça. Porém, na atualidade, devido à cultura do cancelamento junto à escassez do autoconhecimento, a agenda torna-se cada vez mais distante de ser cumprida.
A princípio, é válido apontar a obra literária “Paulo e Estevão”. O autor, Chico Xavier, descreve, nos primeiros capítulos, a importância de trabalhar com os erros e autoestima. Nesse sentido, a individualidade torna-se fundamental para a evolução humana; no entanto, à medida que o cancelamento ganha espaço na sociedade, as discriminações crescem.
Além disso, segundo o psiquiatra Augusto Cury, “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias”. Nessa perspectiva, um indivíduo, na maior parte das vezes, famoso, quando expõe uma opinião vista como errada por muitos, ele é submetido ao linchamento virtual, isto é, correndo risco de ameaças e até morte, resultando em prejuízos psicológicos.
Em síntese, é evidente que medidas precisam ser tomadas em relação à cultura do cancelamento. Assim, com a finalidade de ressignificar os valores dos cidadãos, é necessário que, através de campanhas publicitárias, a mídia alerte às pessoas sobre essa cultura e como pode afetar uma vida. Logo, por meio da internet, a chance de diminuir o número de pessoas que seriam banidas, é menor, contribuindo, sobretudo, para a autoavaliação.