Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 24/09/2024

O advento da Internet no Brasil e no mundo trouxe mudanças culturais e controvérsias, nesta perspectiva, houve o fortalecimento da cultura de cancelamento, engajada principalmente, pelas redes sociais. Dessa forma, a formação de debates, críticas e julgamentos ficam bem mais suscetíveis ao chamado “Efeito manada”, que é quando os indivíduos se juntam a opinião da maioria, independente do contexto e conhecimento sobre o assunto. Assim, é necessário introduzir na sociedade, valores como gentileza, solidariedade e verificação de veracidade de notícias, visando o bem estar social e harmonia.

Nesse sentido, momentos como o de eleições, vida privada de artistas e debates públicos quase sempre se tornam alvos de ataques e participação em massa. À exemplo de casos como o de uma garota supostamente envolvida com o humorista Whindersson Nunes, que teve sua vida exposta, e após um agravamento de doença psiquiátrica, tirou sua própria vida. Em casos assim, quando a população não conhece o contexto por trás e não pratica a solidariedade, a sociedade perde como um todo, pois expõe rachaduras e defeitos do que forma seu alicerce e valores.

Outrossim, há a possibilidade de opiniões públicas serem formadas através de notícias falsas. Apesar de a Câmara Legislativa ter apresentado projetos para a responsabilização da divulgação de notícias falsas, não houve adesão das grande empresas de mídia como: Google, Telegram e Facebook, gerando uma grande confusão no entendimento entre mentiras e liberdade de expressão. Então, além do governo, é preciso que as grandes empresas também ajudem a harmonia social.

Ademais, contribuir com um bom local de valores sociais e de liberdade de expressão responsável é um dever de todos, para que a cultura de cancelamento não se torne um linchamento virtual. Por conseguinte, é preciso que se traga em propagandas, comerciais e anúncios virtuais a importância da expressão sem repressão. Essa proposta, pode ser realizada em parceria das próprias empresas de redes sociais com o Ministério dos Direitos Humanos, com incentivos fiscais e em substituição de multas. Além disso, a população pode utilizar das próprias redes sociais e mídias, além de meios tradicionais para cobrar posicionamento político contra as notícias falsas, gerando uma sociedade harmônica e unida.