Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 08/10/2024
Na Obra ‘‘O Espiríto das Leis’’, Montesquieu enfatizou que é necessário analisar as relações sociais existentes em um povo, para que assim, seja possível aplicar as normas legais e abonar o progresso coletivo. Entretanto, a atualidade tem enfrentado entraves sobre a cultura do cancelamento que está em debate na sociedade brasileira contemporâniea. Nesse cenário, as pessoas passam a fazer uma justiça social humilhando ou advertendo outros indivíduos de maneira pública e muitas das vezes, desnecessária. Esse cenário antagônico é fruto da falta do silenciamento e da influência social.
Em primeira instância, vale ressaltar a falta de discussões profundas e significativas permeia a sociedade contempôranea. Isso é exemplificado por Djamila Ribeiro, a qual afirma que ‘‘Para trazer soluções para uma realidade é preciso tirá-la da invisibilidade’’. Nesse contexto, as pessoas passam a achar habitual julgar outras pessoas em meios virtuais ou no dia a dia por coisas banais. Dessa forma, essa situação cria um ‘’looping’’ de cancelamentos e consequentemente envergonha os indivíduos acusados e coloca em risco a ascensão estatal.
Ademais, o homem é um ser influenciável. Isso é destacado por Sigmunt Freud, na teoria ‘‘Psicologia das Massas’’, a qual afirma que o indivíduo destina-se a seguir tendências coletivas, passando a agir de acordo com o grupo social ao qual está inserido. Dessa maneira, a influência social pode ser positiva, estimulando a solidariedade e a cooperação, mas também pode resultar em comportamentos negativos, como a perpetuação de estigmas e preconceitos relacionados ao cancelamento. Assim, compreender a dinâmica da influência social é crucial para promover uma sociedade mais consciente.
Infere-se, portanto, a necessidade de mudar esse comportamento do povo brasileiro. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério das Comunicações - órgão responsável em organizar e estabelecer as telecomunicações - deve criar campanhas consciêntizadoras, a respeito da cultura do cancelamento e suas consequências. Isso ocorrerá por meio de redes televisionais e mídias digitais, com a finalidade de promover a ascensão estatal.