Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 30/10/2024
Em 2022 o Brasil vivenciou uma gigantesca polarização política, que por consequência garantiu que inúmeros famosos fossem criticados e excluídos das redes de comunicação devido seus posicionamentos. Desse modo, infelizmente, a realidade nacional ainda vivencia terríveis semelhanças a esse fato, visto que sua população é constantemente atormentada pela possibilidade de serem boicotadas por causa de suas ideologias. Nesse viés, é fundamental a criação de medidas que busquem amenizar a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, um desafio impossibilitado, pela alienação social e pela rápida fluidez de ideias.
Diante do exposto, a despreocupação dos cidadãos em não controlar essa situação é um fato preocupante. Nesse sentido, segundo a filósofa, Hannah Arendt, a alienação de uma sociedade em não busca medidas para enfrentar sérios problemas pode agravar em terríveis chagas sociais. Com isso, o Brasil comprova a tese de Arendt, pois a sua população se mostra indiferente em dialogar e aceita posicionamentos divergentes da grande maioria de habitantes. Por essa razão, a cultura do cancelamento garante que diversas pessoas sejam perseguidas nas redes sociais sem a chance de se defender e refutar sua boicotação.
Ademais, a fácil mudança na polarização de ideias é uma forte agravante desse problema. Nesse contexto, segundo o filósofo, Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea é marcada por uma sociedade líquida na qual as pessoas são facilmente influenciadas a mudarem suas ideologias e valores. Dessa maneira, o realidade brasileira valida a tese Bauman, uma vez que os cidadãos nacionais apresentam uma rápida fluidez de ideias motivadas por um posicionamento da maioria. Assim, essa versatilidade de opinões assegura que o cancelamento nas redes sociais seja praticamente unânime na sua perseguição e exclusão digital.
Portanto, é necessário a criação de medidas que busquem amenizar a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Nessa análise, é dever do Ministério da Educação e Cultura (MEC), responsável por construir o senso crítico nacional, reformule a grade curricular, por meio da adição de novas disciplinas que debatam sobre os perigos das redes sociais, a fim de conscientizar os alunos sobre a importância de saber dialogar com as divergentes ideias no meio digital.