Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 31/10/2024
Em 2022 o Brasil vivenciou uma gigantesca polarização política, que por consequência, garantiu que inúmeros famosos fossem criticados e excluídos das redes de comunicação devido a seus posicionamentos. Desse modo, infelizmente, a realidade nacional ainda vivencia terríveis semelhanças a esse fato, visto que sua população é constantemente atormentada pela possibilidade de serem boicotadas por causa de suas ideologias. Nesse viés, é fundamental a criação de medidas que busquem amenizar a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea, um desafio impossibilitado pela alienação social e pela rápida fluidez de ideias.
Diante do exposto, a despreocupação dos cidadãos em não controlar essa situação é um fato preocupante. Nesse sentido, em 2023 a plataforma digital “choquei” por meio de fake news assegurou que milhares de seguidores atormentassem uma jovem ate ela cometer suícidio . Com isso, o Brasil ainda apresenta cenários como esses, pois a sua população se mostra indiferente em dialogar e aceita posicionamentos divergentes da de um maioria de habitantes . Por essa razão, a cultura do cancelamento garante que diversas pessoas sejam perseguidas nas redes sociais sem a chance de refutar sua boicotação.
Ademais, a fácil mudança na polarização de ideias é uma forte agravante desse problema. Nesse contexto, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea é marcada por uma sociedade líquida na qual as pessoas são facilmente influenciadas a mudarem suas ideologias e valores. Dessa maneira, a realidade brasileira valida a tese de Bauman, uma vez que os cidadãos nacionais apresentam uma rápida fluidez de ideias motivadas por um posicionamento da maioria. Assim, essa versatilidade de ideias assegura que o cancelamento nas redes sociais seja praticamente unânime na sua perseguição e exclusão digital.
Portanto, é necessária a criação de medidas que busquem amenizar a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Nessa análise, é dever do Ministério da Educação e Cultura (MEC), responsável por construir o senso crítico nacional, modificar a grade curricular, por meio da adição de novas disciplinas que debate sobres os perigos das redes sociais, a fim de conscientizar os alunos sobre a importância de saber dialogar com as divergentes ideias no meio digiral.