Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 29/07/2021
O Artigo 5 da Constituição Federal coloca todos os brasileiros como iguais, sem distinção no seu tratamento. No entanto, no que tange a gordofobia, no país, a juridição, infelizmente, não é atendida. Tal fato é decorrente de um preconceito por parte do corpo social e de uma estereotipificação do corpo, seja ela o masculino ou o feminino. Com isso, graves consequências são criadas para essas minorias vítimas desses ataques.
Em primeira análise, vale destacar que a gordofobia é um ato preconceituoso. Sob essa análise, muitas vezes, as mídias e redes sociais acabam reforçando um modelo corporal que ‘‘deve ‘‘ser seguido. Nessa conjuntura, estar acima do peso não faz parte dos padrões criados pela indústria da moda. Sob esse prisma, conforme o site saúde abril 19 a 42% dos obesos - que segundo a Organização Mundial da Saúde apresentam o indice de massa corporal igual ou superior a 30- já sofreram algum preconceito, o qual vai de encontro ao artigo 5 da Constituição. Nessa dinâmica, fato social para o filósofo Emille Durkhien é entendido como a maneira de agir e pensar de um grupo. Nesse raciocínio, ser gordofóbico e perpetuar esteriótipos faz parte da cultura de muitos brasileiros. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde -MS- atenuar o dilema.
Outrossim, a gordofobia pode trazer graves impactos para a sociedade brasileira. Por exemplo, segundo o filósofo Byung- Chul han , a sociedade moderna é caracterizada pela epidemia de doenças mentais, e os membros da sociedade que são atacados por serem ‘‘gordos’’, tendem a desenvolver problemas dessa tipologia. Sob essa óptica, um outro imbróglio é a saúde física, essa que é garantida no artigo 196 e pode ser, de fato, ameaçada pelo excesso de gordura, criando problemas como entupimento de veias, ou de pressão alta. Dessa forma, quando representar um perigo, o sob peso deve ser combatido, para o bem-estar da minoria social.
Destarte, é fundamental o combate a gordofobia. Para isso, o MS- uma vez que a sua função é administrar a saúde- deve atuar na criação de campanhas nas escolas, cursos, faculdades e empresas contra o preconceito com pessoas acima do peso. Ele atuaria por meio de psicólogos, os quais demostrariam o quanto é fundamental respeitar à diversidade. Com a finalidade de reduzir dados como o do site saúde abril que 19% A 42% dos obesos já sofreram preconceito. Além disso, o Sistema Público de Saúde oferecerá nutricionistas para pessoas que tenham transtornos alimentares e por saúde - não obrigação social- tenham que esmagarcer. Outra iniciativa, seria a mídia aumentar a representatividade.