Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 29/07/2021
Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos,
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e em direitos, independentemente de sua aparência física. Contudo, ao analisar a questão da gordofobia no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, a prerrogativa da Carta Magna, na prática, não está sendo aplicada de maneira efetiva. Dessa forma, o problema motivado pela falta de empatia e pela má influência da mídia promove mais um impasse entre os cidadãos do País.
A princípio, é importante ressaltar que a falta de empatia no Brasil está entre as causas do problema. De acordo com psicanalista austríaco Sigmund Freud, em seu livro ´´Psicologia das Massas e Análise do Eu, indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e a agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. Sob essa perspectiva, a ideologia de Freud se consolida na sociedade, tendo em vista que a parcela nacional que possui o corpo ideal´´ não se coloca no lugar da pessoa com excesso de peso e, portanto, não reconhece suas dificuldades e inseguranças, às ignorando.
Ademais, outro ponto relevante, nessa temática, é a má influência da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Todavia, a função desempenhada pela mídia vai contra a ideia de Pierre, haja vista que os veículos de informação hodiernos - tais como o Facebook e o Instagram - são utilizados como fontes de propagandas, as quais apresentam modelos sarados e definidos, o que dá origem a um culto ao corpo ``ideal´´, e, por consequência, a uma aversão ao gordo.
Em suma, com o intuito de reverter a situação atual e combater a gordofobia, é imprescindível que o Poder Público - mantenedor das leis, do bem-estar social e do progresso civilizatório - desenvolva, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias na mídia que conscientizem a nação a respeito dos perigos do culto a um padrão ideal de corpo e seus impactos. Dessarte, almejar-se-ia uma nação mais empática e justa, na qual a aparência não seria motivo de discriminação.