Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 28/09/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade brasileira, uma vez que o debate sobre a gordofobia ainda é insuficiente e escasso no Brasil. Decerto, esse impasse se dá pela negligência escolar e pelo desprovimento de medidas governamentais.

Diante desse cenário, vale ressaltar a insuficiência de informações e debates escolares sobre a gordofobia nas instituições de ensino brasileiras. Sob essa ótica, de acordo com Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e repressão. Desse modo, a escassez de aulas e campanhas- como rodas de conversa e debates escolares ministrados por sociólogos e psicólogos- sobre os prejuízos da gordofobia, faz com que essas instituições atuem como gaiolas para seus discentes, o que colabora para perpetuação desse preconceito presente no corpo social brasileiro. Sendo assim, é imprescindível que medidas devem ser tomadas a fim de mitigar esse problema.

Outrossim, pode-se destacar a passividade das entidades governamentais no que tange a  informações sobre a gordofobia como um dos agentes que favorece com o impasse. Nesse viés, segundo Jonh Rawls, filósofo norte-americano, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para resolução de todos problemas sociais. Entretanto, nota-se que a teoria do pensador não é posta em prática, uma vez que o poder público pouco investe em ações que visam informa a população sobre a gordofobia- por exemplo, a criação de campanhas pelo veículos midiáticos como, redes televisivas e cibernéticas, que ajudaria a propagar informações sobre tal preconceito- o que tonifica a problemática no Brasil. Dessa maneira, é indiscutível que o Estado deve realizar ações a fim de atenuar o entrave.

Assim, portanto, cabe ao Ministério da Educação- órgão responsável pela educação no país- a criação de aulas- ministradas por sociólogos e psicólogos- sobre a gordofobia nas redes de ensino nacional, por intermédio da ampliação da BCC (Base Comum Curricular), com o fito de debater e conscientizar os alunos dos malefícios da prática da gordofobia. Ademais, urge ao Governo Federal a elaboração de campanhas propagadas pelos veículos midiáticos- Instagram e Twitter- com o objetivo de informar a população dos casos de gordofobia e combatê-los. Logo, dessa forma, tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.