Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 01/08/2021

Durkheim defendia que a sociedade prevalece coercitivamente sobre o indivíduo. Nesse contexto, é visível que uma sociedade apoiada pela mídia e por influencers digitais em uma realidade irreal, construiu raízes de opressão e preconceito a pessoas fora do padrão ideal imposto. Dessa forma, destacando o peso dos meios de comunicação na proliferação da gordofobia.

Em primeiro lugar, é importante analisar a influência comunicativa na construção de padrões. A mídia se torna cada vez mais presente no cotidiano dos indivíduos , principalmente por meio de influencers, que muitas vezes desenvolvem seu papel de forma irresponsável pela banalização de processos cirurgicos extremamente invasívos, em que os mesmos propagam a necessidade de se comenter a plásticas a todo custo na busca de uma aparência considerada ideal, assim, salientando a ideia de que ser magro é essencial. Desse modo, refletindo uma sociedade cada vez mais oprimida por não se encaixar nos padões exaltados pela mídia.

Ademais, é cabível ressaltar a influência das mídias de televisão na ridicularização de um indivíduo gordo. Na novela infantil, Carrossel, o personagem Jaime, é um menino com sobrepeso que é sistematizado como “burro” ao aparecer sempre pensando em comida, o que o faz sofrer diversas piadas na tentativa de um humor inadequedo. Esse cenário, constroi crianças em seu processo de formação, que normalizem o bullying, e, influenciadas pelo o que estão vendo dão continuidade a um ciclo de opressão. Assim, reafirmando a importância que as mídias de comunicação exercem na comunidade.

Portanto, é notório que a influência dos meios de comunicação na padronização de um corpo ideal ditam leis invisíveis. Nessa conjuntura, cabe às mídias, rede que na contemporaneidade representa um quarto poder, selecionar de uma forma mais inclusiva o conteúdo a ser passado, por meio de propagandas, novelas e influencers mais conscientes e abrangentes,sem a padronização de um corpo único como o ideal, de modo que não seja normalizada a gordofobia e que não haja uma distorção da realidade.Dessa maneira, gerando pessoas mentalmente mais saudaveis, e, logo, um novo ciclo de aceitação e respeito.