Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 01/08/2021

Ansiedade, depressão, compulsão alimentar, obesidade, problemas de saúde. Todos esses são problemas comuns e graves na vida de pessoas obesas que sofrem gordofobia. Entretanto, o cenário visto em relação a gordofobia no Brasil, faz com que o assunto seja levado muitas vezes como desleixo da pessoa com seu próprio corpo ou até mesmo seja alvo de piadas. Nesse sentido, cabe pontuar não só déficit educacional, mas também o avanço da tecnologia, como fatores para permanência da problemática.

Em primeiro plano, evidencia-se que a educação é fator determinante para permanência da problemática. Haja vista o tamanho da desinformação e preconceito que o brasileiro tem sobre obesidade, ainda torna a erradicação do problema um desafio, além disso, os mais leigos acreditam que se trata de desleixo físico e compulsão alimentar, no entanto, essa é só a ponta do iceberg. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 28% dos cidadãos brasileiros possuem e/ou sofrem com a questão relacionada ao distúrbio do peso corporal, somado a isso, somente 15% das instituições de ensino do país apresentam disciplinas referentes ao combate do sobre peso. Diante de tal contexto, fica evidente o despreparo do sistema brasileiro para lidar com o excerto.

Além disso, o avanço da tecnologia também é agravante da problemática. Não é de hoje, que a correria do dia-a-dia ou a competição injusta entre vídeo games e exercícios físicos auxiliam para permanência do quadro, tendo em vista que os jovens preferem ficarem dentro de seus quartos trancados o dia inteiro jogando vídeo games, ao invés de saírem ao ar livre para praticarem uma atividade física, entretanto, se já não bastasse a escassez o sedentarismo ocasionado, o cenário fica ainda mais preocupante quando aliado com uma má alimentação. Segundo dados do Datafolha, de 2010 a 2018, o número de pessoas com sobre peso aumentou cerca de 9 milhões no Brasil. Nesse sentido, é notório que medidas são necessárias para a resolução desse quadro.

Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, devem financiar e desenvolver projetos nas escolas, por meio de médicos, nutricionistas e educadores físicos, com objetivo de orientar seus alunos sobre à importância de uma dieta balanceada e os benéficos da atividade física para à saúde física e mental. Além disso, cabe ao Estado a criação de mais praças esportivas e o incentivo a atividade física por meio das redes sociais, com objetivo de tornar mais justo a competição da tecnologia com o mundo fitness. Dessa forma, o Brasil poderá superar a problemática e garantir uma vida de qualidade à toda sua população.