Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 07/08/2021
Durante a renascença italiana, período de 1400 a 1700, um corpo arredondado, com quadris largos e seios grandes, era sinônimo de belo. Sendo assim, o padrão de beleza ideal estava longe de ser alguém extremamente magro. Entretanto, no Brasil contemporâneo, pessoas gordas que estão distante de ter um corpo considerado perfeito por conta da gordofobia. Isso se evidencia não somente pelo preconceito contra pessoas com sobrepeso existente na atualidade, mas também pela influência negativa da mídia. Logo, ações urgentes devem ser tomadas para resolver esse problema apresentado.
Sob esse viés, cabe enfatizar o estereótipo e estigma existente na hodiernidade enfrentado por pessoas gordas. Tais fenômenos referentes a gordofobia são uma forma de controle social, no qual existe uma seleção de acordo com diversos princípios padronizando o que é adequado ou não na sociedade. Nesse panorama, é possível associar ao pensamento de Albert Einstein, físico teórico, que afirma ser mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Desse modo, é inaceitável que mesmo apesar de seis décadas de sua morte, ainda seja possível relacionar sua reflexão sobre essa discriminação.
Outrossim, a mídia também entra como contribuinte e agravante para o preconceito da gordofobia. Por analogia, ao associar magreza à vida saudável, os meios de comunicação se referem ao corpo magro como sinônimo de perfeição. Desse modo, diversas revistas, como a Vogue, frequentemente fazem matérias com mulheres magras e, assim, contribuem para que os indivíduos acima do peso se sintam obrigados a mudar seu estilo de vida para se parecer com essas modelos. Frente a essa realidade, é inadmissível que magazines famosas, até os dias atuais, imponham um padrão de beleza, ao não contratar também pessoas gordas para divulgar os seus produtos.
Portanto, é incabível que ainda haja práticas de gordofobia no Brasil. Destarte, o governo federal deve organizar campanhas sobre a importância de respeito a todos os cidadãos, independente da sua aparência. Isso tem de ser feito por meio de parcerias público-privadas, com a veiculação de propagandas educacionais, na televisão, no rádio e em jornais impressos, como a Folha de São Paulo. Além disso, revistas vangloriadas, já que possuem grande importância sobre os padrões estéticos atualmente, devem fazer a representação, constantimente, de modelos plus size, para evidenciar que não existe somente um tipo de corpo perfeito. Espera-se, diante deste cenário, atenuar casos de gordofobia no território brasileiro.