Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/08/2021
Em tempos atuais imersos de vasta informação e universalização das novidades científicas e cotidianas, persiste a discriminação às pessoas que fogem do padrão social, estes, são os gordos. Nesse sentido, a deficiência das escolas em não possuir preenchimentos maiores para a prática esportiva tal qual depoimentos de requerido da gordofobia - inferiorização perante a sociedade - nos expõe um problema necessário de discussão, para se estabelecer o bom senso, sobretudo, a humanização . Primeiramente, as instituições de ensino brasileiras possuem em suas notas curriculares semanais no máximo um 1 ou 2 blocos de 50 minutos para educação física. Disto se atribuem duas problemáticas: o tempo é pouquíssimo e os esportes, nelas praticadas, não são inclusivos. É possível usufruir dos benefícios do exercício corporal quando disponível apenas uma vez na semana? E, é cabível, ser esta aula, exclusivamente de futsal ou a variabilidade resultante em agregação social? Definitivamente, faz-se urgente a remodelação do cronograma escolar.
Ademais, em reportagem à TV Record, um rapaz relatou seu sofrimento nos círculos sociais por estar acima do peso e o consequente surgimento de seios no garoto. Na entrevista, detalha ter sofrido de depressão e, por isso, passou a comer cada vez mais. Finalmente, sua família mudou os hábitos alimentares e o matriculou no boxe, onde conseguiu superar as adversidades pelas quais passava. Com isso, nota-se que a questão do excesso de gordura corporal afeta tanto corpo e mente quanto a socialização. Devia-se tratar, portanto, de preconizar as doenças advindas da obesidade ao contrário do ser, humano.
Por conseguinte, é necessária a intervenção familiar por meio de conversas de conscientização assim como reivindicações dos pais nas escolas, a fim de colocar em pauta as dificuldades impostas aos gordos. Tomando-se estas medidas, possivelmente, a problemática diminuirá.