Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 03/08/2021
De acordo com São Tomás de Aquino, todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. A gordofobia vista no Brasil é um exemplo que contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no contexto citado, as vítimas sofrem preconceitos em diversos ambientes, sendo constantemente diminuidas por sua aparência. Nesse sentido, a problemática tem como causa a má influência midiática e na errônia sensação de superioridade de pessoas magras.
Sob esse viés, a influência dos meios de comunicação sobre as pessoas, caracteriza-se como um complexo dificultador. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em instrumento de opressão. Com isso, pode-se observar que a mídia em vez de promover debates sobre saúde e incluir pessoas reais em seus canais, elevando o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema ao criar padrões inalcançáveis.
Além disso, a sensação de superioridade de pessoas magras tem raízes na má influencia da mídia. A Teoria da Eugenia defente o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, haveriam seres humanos superiores, dependendo de suas características. No contexto brasileiro a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão da gordofobia, já que pessoas magras são priorizadas em ambientes de trabalho, além do contexto social.
É evidente, portanto, que tais problemas precisam ser solucionados. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem discutir ações que revertam a influência midiática negativa sobre os padrões físicos estipulados por ela. Tais medidas devem ocorrer nas redes sociais, por meio de publicações informativas, trazendo pessoas que já sofreram de gordofobia e “hashtags” devem ser criadas para ajudar a divulgação da campanha. A partir dessas ações, é possível deixar o problema no passado brasileiro.