Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 03/08/2021

Atualmente, o debate sobre a gordofobia no Brasil tem ganhado mais visibilidade. Considerando que um comportamento gordofóbico pode ser definido como “Preconceito, tratar mal, desmerecer ou fazer a pessoa acima do peso se sentir inferiorizada […]”, segundo a nutróloga Ana Luisa Vilela, é possível afirmar que este é um problema recorrente na sociedade contemporânea.

Segundo dados do periódico científico Nature Medicine, 19 a 42% dos adultos obesos sofrem discriminação por conta de sua condição física. Entretanto, essa discriminação gera outros problemas, como: depressão, baixa autoestima, ansiedade, uso de drogas e compulsão alimentar, que só comprometem a saúde mental do indivíduo.

Além disso, as redes sociais tem aumentado ainda mais a pressão estética enraizada nos valores marjoritários da sociedade atual, pois os padrões de beleza são ainda mais enfatizados por postagens de influenciadores digitais, mostrando seus corpos “perfeitos”. Dessa forma, o público (principalmente os mais jovens) se sente pressionado, comparado seus corpos reais a corpos de fotografias que muitas das vezes usam photoshop e acabam apelando para medidas que compromentem sua saúde, para emagrecer, afinal magreza é tida como sinônimo de beleza.

Nesse sentido, motivadas pelo preconceito por corpos “acima do peso”, cada vez mais, pessoas estão sentindo a necessidade de se submeter a procedimentos estéticos, que além de serem invasivos, podem gerar consequências para o resto da vida, como o caso da influênciadora Alexandra Gurgel, apoiadora do movimento Corpo Livre, que compartilhou sua experiência de realizar cirurgias para perder peso muito cedo e sofrer as consequências até hoje.

Levando em consideração os fatos citados anteriormente, que mostram diversas consequências do preconceito por corpos obesos, a gordofobia deve ser combatida para o bem da saúde de todos. Portanto, é preciso que a sociedade não romatize a obesidade, mas aceite todos os corpos, em vez de criar padrões de belo e feio, para que os indivíduos sejam incentivados a aceitarem seus corpos do jeito que são. Além disso, o governo tem o dever de criar políticas públicas que tornem o meio social mais acessível e confortável para pessoas grodas. É preciso reforçar: nem sempre gordura é sinônimo de doença e nem sempre magreza é sinônimo de saúde.