Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 04/08/2021

O artigo 6º da Constituição do Brasil, de 1988, diz que a saúde é um direito social para todos, no entanto, quando se observa à saúde mental das pessoas com obesidade, percebe-se que esse ideal constitucional não é aplicado na prática, pois pessoas obesas sofrem ao serem vítimas de gordofobia, ora pela divulgação do corpo ideal pela mídia, ora por falta de respeito as diferenças. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas da constância do problema.

Primeiramente, a novela Avenida Brasil, exibida em uma grande emissora brasileira, retratou bem o preconceito com as pessoas acima do peso, como representado na relação entre Carminha e sua filha, aonde Ágata era frequentenmente hostilizada por não se magra. Além disso, concurso de beleza, como Miss Brasil e Miss Universo, sempre é representado por mulheres magras e em forma. Logo, tanto a mídia, quanto a vida real impõe a sociedade um corpo ideal, gerando mal estar e sentimentos negativos, sobre está fora dos padrões aceito pelas pessoas, principalmentes em cidadãos com obesidade. Dessa maneira, esses entram em estados depressivos, se isolam e possuem baixa autoestima.

Paralelo a isso, o que é exibido na mídia, logo é imposto e copiado pelos telespectadores. De acordo com Paulo Freira, pedagogo, “Se a educação sozinha não transforma a sociendade, sem ela tampouco a sociedade muda”, de forma semelhante,o fim do preconceito e da ausência de respeito, frente as diferenças, depende da educação no ambiente escolar e familiar, no entanto, a falta de disciplinas leva crianças e jovens adotarem padrões de beleza, excluíndo e praticando bullying com pessoas obesas, por meio de apelidos e piadas maldosas. Dessa maneira, a gordofobia é iniciada e praticada como algo normal, colocando a vítima no papel de fora dos padões, prejudicando o autoestima do mesmo.

Desse modo, verifica-se que a mídia e a falta de educação são os principais fatores para a persistência da gordofobia. Dessa forma, o Ministério da Educação deve criar uma disciplina que englobe a prática de atividade física, nutrição, diversidade e respeito, instruindo escolas por meio de cartilhas, ofícios e palestras, para essa aplicar de forma didática e prática pra todos os alunos, e esses serem induzidos a replicar as informações para os demais cidadãos, principalmente no seio familiar, assim jovens entederão que não existe corpo perfeito e/ou ideal, e o mais importante, tratarão a diferença do próximo com respeito e admiração. Ademais. cabe as escolas contratarem psicologos e assistentes sociais, para ajudar crianças e adolescentes vítimas da gordofobia. Assim sendo, garante-se-á uma sociedade mais saudável fisicamente e mentalmente, como descrito na Constituição.