Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2021
No filme o Mínimo para Viver, a protagonista sofre com fortes transtornos alimentares e distúrbio de imagem, sendo assim é necessário que a mesma seja inserida numa clínica de reabilitação para não vir a óbito. Já na vida real, esta é uma realidade de inúmeras jovens brasileiras que lutam diariamente contra um padrão de magreza extrema e tendo como resultado, o surgimento de diversas doenças físicas e psicológicas.
Em consequência dos padrões estéticos impostos pela sociedade e sendo diariamente reforçados pela mídia, vê-se a todo instante na sociedade brasileira, o debate sobre gordofobia e romantização da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde a obesidade é considerada uma doença a partir do alto índice de massa corporal do indivíduo, no entanto a instituição também reconhece que a saúde é uma junção física e mental.
Tendo este preconceito enraizado, a questão psicológica entra em esquecimento, visto que pessoas gordas e obesas são colocadas a margem da sociedade e descriminadas por não obedecerem a um ideal estético. Em decorrência disto, adquirem diversos distúrbios alimentares, de imagem e problemas psicológicos que podem agravar seu quadro físico.
Portanto, os padrões físicos e o preconceito gerado a partir do mesmo são fatores preponderantes para o debate da gordofobia no Brasil. Desse modo, o Ministério da Saúde deve promover campanhas e palestras sobre a importância da quebra desses ideias estéticos, priorizando a saúde no geral. Essas ações devem ocorrer em conjunto com os meios de comunicação para haver maior alcance e promover representatividade. Com a finalidade de sanar a aversão à esta parcela da população, evitando que situações como as representadas no filme o Mínimo para Viver sejam cada vez menos frequentes.