Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2021

Conhecida como “Cidadã”, por ter sido criada no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi decretada em 1988 com o comprometimento de garantir os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, constata-se que as dificuldades sobre debater a gordofobia, apresenta uma falha nessa igualdade perante a lei. Sendo assim, nota-se que a temática possui raízes amargas no país, devido não só a romantização do padrão de beleza para a sociedade, mas também a falta de debate sobre transtornos alimentares que vem atingindo jovens diariamente.

Em primeiro lugar, convém ressaltar a dificuldade que especialmente as mulheres sofrem para se encaixar em um padrão que a sociedade impõe. No filme, Sierra Burges é uma Loser, pode-se ver esta situação. Sierra, é uma adolescente do Ensino Médio que sofre bullying por colegas devido ela ser gorda, fazendo com que ela sofra pois não se encaixa nesse padrão que dizem ser o melhor. Em um dia normal, Sierra conhece um menino pela internet mas mente sobre ser gorda, dizendo que era líder de torcida por medo do que ele acharia dela. Dessa forma, observa-se que o mundo está cada vez mais intolerável, onde que a pessoa é só bonita se está no padrão, mas se não estiver nele é considerada feia, fazendo com que os indivíduos sofram e tenham problemas físicos e psicológicos.

Além disso, vale salientar o aumento constante de transtornos alimentares na vida dos adolescentes e que raramente é discutido socialmente. No filme “O mínimo para viver” aborda o tema sobre a anorexia, um transtorno alimentar que faz a pessoa enxergar o próprio corpo de maneira destorcida, fazendo com que tenha atitudes de risco. A trama conta sobre a vida de uma jovem de 20 anos que sobre com esse transtorno e sem esperanças de ter uma vida feliz e saudável novamente. Logo, é de extrema importância parar de romantizar esses transtornos e ajudar os jovens, visto que essa doença afeta demasiadamente esse grupo podendo levar a morte.

Depreende-se, dessa forma a urgência de atitudes interventoras com o objetivo de amenizar a questão. Para isso, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação deve criar um projeto com palestras, lives para mostrar aos jovens que estar no padrão que a sociedade define como perfeito não é saudável, com isso mostrar os problemas que transtornos alimentares podem causar em suas vidas e trazendo esse debate para as pessoas se conscientizarem. Somente assim, esse problema acabará gradualmente.