Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 05/08/2021
No antigo comercial da Pantene, uma criança possuía o sonho de dançar balé profissionalmente, mas suas colegas de turma ficam rindo dela, por conta de estar acima do peso. Dito isso, é possível perceber a gordofobia presente na vida das pessoas com o peso fora dos padrões, desde cedo, uma realidade muito comum no país. Nesse sentido, os estereótipos impostos pela sociedade e a falta de empatia são dois fatores que potencializam a gordofobia no país. São prementes, pois, debates sobre as consequências desses fatores na vida dos obesos presentes na população brasileira.
Em primeira análise, os estereótipos impostos pela sociedade são um dos principais fatores que contribuem para o aumento da gordofobia no Brasil. Nesse viés, as modelos mais famosas do mundo, possuem um peso padrão que é imposto pela sociedade, inclusive a modelo mais famosa do Brasil, Gisele Bundchen, também possui esse padrão. A partir desse fato, é notório que esse padrão está imposto nos brasileiros e que ele se tornou o parâmetro de beleza da sociedade. Nesse contexto, é inegável que esse parâmetro faz com que os obesos sejam considerados feios e sofram com a gordofobia. Assim, são necessárias mudanças na sociedade, já que com esse sofrimento, os indivíduos que estão acima do peso podem adquirir transtornos alimentares, por conta da imposição de grande parte dos brasileiros que estão em busca do corpo padrão.
Outrossim, a falta de empatia também é um grande fator contribuinte para a agravação da gordofobia na população brasileira. Nessa perspectiva, a influenciadora brasileira, Luiza Parente, postou um vídeo no “Tiktok” onde afirma que as pessoas fizeram um bolão na internet com a quantidade de peso que achavam que ela ganhou, como uma forma de desabafar. Diante dessa informação, fica claro que a falta de empatia dos indivíduos brasileiros leva as pessoas que não são magras a construírem traumas em suas vidas. Nesse viés, a falta de empatia, que é causada também pelo preconceito das pessoas, por acreditarem que quem não é magro, não é bonito, pode marcar a vida dos outros. Desse modo, é indubitável a necessidade de discussões na sociedade para minimizar a falta de empatia, que pode levá-los a adquirirem doenças como a depressão ou ansiedade.
Infere-se, portanto, que os estereótipos impostos pela sociedade e a falta de empatia presente na população brasileira são dois grandes fatores que contribuem para o agravo da gordofobia no Brasil. Logo, é necessário que o Ministério da Cidadania promova seminários, mediante palestras, sobre os efeitos da gordofobia sobre os que estão acima do peso, mostrando que não é preciso seguir padrões para ser bonito, com o fito de incentivar agências a contratarem e investirem em modelos acima do peso, para implementar uma visão menos preconceituosa e que respeite todos os corpos no Brasil.