Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/08/2021
No cenário brasileiro, no qual os casos de gordofobia crescem exponencialmente, o debate sobre o tema se faz fundamental e sua promoção necessária. Dessa forma, permite-se não somente analisar as bases de ações preconceituosas, mas também evidenciar o seu retrocesso e evitar como consequências danosas. Logo, a pluralidade da questão e sua naturalização denunciam a importância dessa análise.
Examinando o tema, é nítido que a exposição das premissas da gordofobia é fator determinante para superar a situação. Por meio do debate é possível sobrepor julgamentos individuais e errôneos, percebendo assim que limitar as relações em detrimento de características físicas é um retrocesso. Todo o processo escravagista e suas consequências após a lei Áurea em 1888 são reflexos da naturalização de atitudes impensadas e injustas por meio da falta de diálogo.
Da mesma forma, negligenciar a discussão de um tema tão presente na sociedade, causaria consequências irreversíveis. Depressão, anorexia e o suicídio são exemplos do potencial destrutivo desses atos, doenças que acabam com a saúde mental e ainda são banalizadas. Semelhantemente, o filósofo Voltaire vai dizer que o preconceito é opinião sem conhecimento, reafirmando a importância do debate e da educação para o progresso do respeito.
Portanto, torna-se claro que o debate sobre a gordofobia no Brasil é inadiável, em detrimento do teor preconceituoso desses atos e de suas consequências. Dessa forma, é fundamental a ação da sociedade civil na promoção do debate e do respeito na mídia, por meio de propagandas atualizadas e com informação, que chamem atenção para a questão. Para que assim, por meio da dialética, o artigo sétimo da constituição se concretize ao falar que todos são iguais perante uma lei, e que natural seja o respeito.