Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 06/08/2021
O modelo de produção fordista tinha como principal objetivo a produção o de peças iguais, e as consideradas diferentes eram descartadas. Analogamente, a sociedade brasileira tende a realizar um processo parecido de discriminação, porem, dessa vez, com pessoas acima do peso, consideradas socialmente como “fora dos padrões”. Desse modo, fatores como preconceito com o diferente e a falta de aceitação pessoal, corroboram na mazela da gordofobia.
Em primeiro plano, é notório pontuar que para sociedade o diferente ainda é muitas vezes o errado. Entretanto, como o grupo infantil Palavra Encantada pontua em um trecho de suas musicas, “ser diferente é legal”. Porém, a população busca a se ater, muitas vezes, á padrões estabelecidos em realidades utópicas, que afirmam que o corpo correto é o anoréxico, e acabam julgando impiedosamente indivíduos acima do peso. Nesse sentido, essa opressão, muitas vezes, pode se tornar um fator que inibe a pessoa com maior índice de massa corporal a buscar uma ajuda, para assim se manter saudável.
Em segundo plano, é valido mencionar que a sociedade cria padrões. Sob essa ideia, a influenciadora Vivi Wanderley, sofreu ataques recentemente, por estar acima do peso “esperado” pelos seus seguidores. Dito isso, essa cobrança social excessiva, em grande maioria dos casos, não passa de uma falta de aceitação pessoal própia mascarada, e liberada em outra pessoa. No entanto, essa via de descarrego pessoal pode causar na pessoa que está sofrendo opressão, problemas graves como, isolamento social, depressão, uso de drogas e suicido.
Depreende-se, portanto que, a sociedade ainda excerce um papel discriminativo quando de trata de pessoas obesas. Por conseguinte, é basilar que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, promova vídeos informativos em plataformas digitais como Instagram, Facebook, Tik Tok, para jovens e crianças, alertando a importância do cuidado com o outro mesmo que ele possua idiossincrasias únicas, com a finalidade de normalizar o “ser diferente”, e assim inibir a onda de julgamentos que ainda se mostra presente.