Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 06/08/2021

Segundo o psicanalista Antonio Quinet, a sociedade contemporânea é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, um olhar discriminatório de muitos sobre as pessoas obesas potencializa a questão da gordofobia no Brasil. Nesse sentido, padrões de beleza inalcançáveis e uma sociedade machista são algumas das causas desse preconceito. Desse modo, são prementes debates sobre as consequências desse tipo de julgamento.

Em uma primeira análise, é fato que regras impossíveis de alcançar são impostas pela sociedade. Sob esse prisma, na série “Insatiable”, é retratada a vida da personagem principal, a qual emagrece muito e só depois desse acontecimento começa a ser tratada de forma igual pelos colegas de escola. Fora das telas, essa é a realidade de muitos adolescentes que sofrem diariamente controle de pessoas ao seu redor sobre o seu próprio corpo. Aliado a isso, cidadãos magros são considerados perfeitos enquanto os obesos são desmerecidos por estarem fora do padrão da perfeição, sofrem injúrias e ataques físicos e psicológicos. Posto isso, pessoas não magras tendem a se forçar a emagrecer, muitas vezes de forma não saudável e fazem mal para a saúde mental e ao quadro clínico.

Ademais, é lícito que no Brasil mulheres são subestimadas. Nessa perspectiva, segundo o portal G1 de notícias, mulheres sofrem mais gordofobia que homens no país. Segundo esse dado, é possível afirmar que os homens não sofrem e sentem pressão sobre o seu corpo. Sob esse prisma, meninas desde de a infância são cobradas pela sociedade patriarcal, a qual menospreza corpos não magros e exige da mulher a perfeição em todos os momentos. Além disso, o físico feminino obeso é inferiorizado e dito como não vaidoso. Dessa forma, mulheres sofrem com a baixa auto estima e o isolamento social devido a vergonha e a falta de vontade de que vejam seu corpo.

Depreende- se, portanto, que regras inalcançáveis são impostas pela sociedade, principalmente, para meninas. Assim, é necessário que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos promova debates em suas redes sociais, como Instagram e Twitter, por meio de lives com médicos e psicólogos sobres as consequências da desmoralização de corpos obesos e depoimentos de vítimas da gordofobia, com a finalidade de que pessoas não magras se sintam livres e bem psicologicamente.