Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/08/2021
Segundo o físico Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Sob esse viés, é notório salientar o quanto uma palavra ou atitude pode ser pejorativa na vida de um indivíduo e pode se tornar intolerante ao corpo social que está acima do peso. Nesse sentido, ao observar este impasse, sabe-se que ele está vinculado a má formação familiar e a má influência midiática. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar as causas desta problemática. Conforme o sociólogo Talcott Parsons – “A família é uma máquina que produz personalidades humanas” – ou seja, a família é o primeiro contato social que se tem ao nascer. Além disso, ela se torna a maior influenciadora do indivíduo agregando conhecimentos, todavia, quando há uma negligência na educação, principalmente na alimentação, a criança fica submissa a comidas industrializadas se tornando refém de fast food, deixando de lado uma alimentação baseada em frutas e verduras, consequentemente, ocasionando em uma obesidade. Desse modo, é necessário ações para mitigar a vigência dessa atividade.
Ademais, é fundamental a má influência midiática como impulsionadora do problema no Brasil. De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu – “Aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta, não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica” - ou seja, a sociedade enfatiza o termo “corpo perfeito” como uma estrutura física magra sem excessos de gorduras. Entretanto, o corpo social atual é antagônico aos padrões estabelecidos, havendo o preconceito evidente por todos, bem como a pessoa afetada pela mídia sofre distúrbios psicológicos que afetam, principalmente, a sua autoaceitação, gerando, assim, o preconceito contra si. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde – responsável por administrar a saúde do país – e o Ministério da Educação – tem a função de zelar pela educação do Brasil – por intermédio de ações públicas e campanhas em redes sociais ofereçam propagandas de valorização ao corpo atribuindo elementos saudáveis a ele. Outrossim, disponibilizem nutricionistas em instituições de ensino para ministrar palestras sobre reeducação alimentar para os jovens e façam novos cardápios em merendas escolares, a fim de desmistificar a bagagem que há dentro de cada indivíduo, atribuindo-lhes benefícios para a saúde e diminuindo os índices de obesidade no país, quebrando os tabus da mídia. Assim, se consolidará uma sociedade mais empática, desintegrando o estigma enraizado do preconceito, como afirma Einstein.