Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 13/08/2021

Na época do descobrimento das civilizações pré-colombianas (indígenas) no Brasil, os portugueses, e seus padrões sociais europeus, julgavam e forçavam os nativos a agirem de acordo com seus ideais. Sob esse véu, atualmente, torna-se necessário debates sobre a gordofobia no Brasil, não só pela falta de conhecimento populacional, mas também pelo estigma associado às pessoas acima do peso. Dessa forma, é notório que padrões estéticos e culturais se fazem presentes desde o primórdio da sociedade e refletem diretamente na mesma nos dias atuais.

Primeiramente, nota-se um déficit de medidas governamentais frente a educação brasileira. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “a sociedade é aquilo que a educação faz dela”, assim, é de extrema importância que haja uma homogeneidade no conhecimento populacional, visto que, o preconceito é fruto do antônimo de sabedoria. Destarte, simpósios educacionais sobre saúde da população é excepcional, pois muitas pessoas associam, com base no senso comum, seu padrão estético com saúde, resultando em preconceitos esteriotipados.

Ademais, tudo aquilo que saia do padrão de beleza mundial se torna o alvo de estranhamento, gozação e bullying. Esse preconceito, inerente a cultura brasileira, reflete diretamente na vida de pessoas que naturalmente vão contra esse “sistema padronizado”. Entretanto, por outro lado, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir “o maior dos escândalos é que nos habituamos a eles”, logo, pessoas acima do peso se submetem a procedimentos estéticos para se sentirem, superficialmente, pertencentes. Faz-se premente, pois, arte e cultura, como músicas, textos e pinturas, que ajudem a descontruir paradigmas limitantes da sociedade.

Conclui-se que é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, urge que os governantes, garantidores dos direitos básicos da civilização, criem, por meio de investimentos de verbas na educação, campanhas conscientizadoras sobre minorias e qualquer grupo que saia do padrão social, a fim de incluir e ajudar pessoas que se sintam deslocadas e não pertencentes à sociedade. Desse modo, a população brasileira será mais inclusa, empática e respeitosa, deixando, portanto, esteriótipos sociais formados no passado somente nos livros de história.