Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 09/08/2021
Os padrões de beleza a distinção social entre as mulheres durante o Antigo Regime, na Europa, eram definidos pelo índice de massa corporal(IMC), quanto mais alto, mais linda e mais rica, já que apenas os nobres tinham acesso à alimentos melhores. Porém, no Brasil hodierno, percebe-se que esses padrões mudaram, sendo as mulheres magras, as mais belas e as demais sofrem preconceito por não se encaixarem no modelo implantado. Dessa forma, é relevante destacar dois obstáculos: a influência da mídia de estereótipos ideais e a normalização de práticas discriminatórias.
Primeiramente, é importante ressaltar as ações midiáticas de pessoas com os corpos “perfeitos”, influenciando os espectadores a comprarem produtos para alcançarem aquele corpo. No desenho “Bob Esponja”, a personagem Pérola é uma baleia que é facilmente influenciada pelas tendências do momento, retratando uma realidade vivida por muitos brasileiros. Desse modo, é inadmissível que, na atualidade, maiores medidas sejam tomadas para amenizar a problemática.
Além disso, é importante analisar a forma com que as pessoas normalizam atitudes gordofóbicas, como piadas e apelidos. No ano de 2020, o humorista Leo Lins foi processado pelo uso da imagem de uma modelo “plus size” para a divulgação do seu show de piadas. Evidentemente, situações como essa ocorrem por existirem muitas pessoas que gostam desse tipo de atitudes gordofóbicas. Sendo assim, é notória a necessidade de posicionamento das autoridades.
Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, criar projetos contra a gordofobia nas escolas, com atividades recreativas que buscam a conscientização do jovem desde cedo, para que todos estejam cientes da importância de respeitar o próximo. Espera-se que, com isso, os principais problemas sejam resolvidos.