Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 10/08/2021

No desenho animado “Turma da Mônica”, de Mauricio de Sousa, Mônica sofre bullying por estar acima do peso. Durante a narrativa, o autor aborda o preconceito de Cebolinha para com a jovem e expõe atos de gordofobia ao chamá-la de gorducha. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros não está muito distante daquela mostrada na animação, visto que a aversão à gordura, ainda é uma verdade atual. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sistentada, sobretudo, pelo sedentarismo assim como pela escassez de alimentação saúdavel e balanceada.

De início, não há como promover o controle de peso em uma sociedade marcada pela ausência de atividades físicas. Isso porque, historicamente, os governos não as trata como prioridades, o que as  condenam, muitas vezes a continuarem à mercê do alto índice de massa corporal, visto que, sem apoio e falta de infraestrutura popular se torna inviável para muitos praticar esportes e abandonar o sedentarismo. Nesse viés, de acordo com o programa Fantástico, exibido pela rede Globo, em 2020, uma a cada cinco pessoas que não praticam nenhum tipo de atividade física apresenta sobrepeso. Com efeito, a gordofobia propicia em sintomas depressivos, altos índices de ansiedade, baixo autoestima, estresse, uso de drogas e aumenta significamente a compulsão alimentar, de acordo com a revista Veja, 2019.

Além disso, nota-se que a alimentação adequada é um entrave para grande parcela dos obesos no cenário hodierno. Durante a Revolução Industrial, período histórico do século XVIII, o aumento de trabalho proporcionou mudanças na alimentação humana, pois, os alimentos eram fabricados artesanalmente e passaram a ser produzidos por poderosas fábricas. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que o Brasil se tornou o maior consumidor de comidas fast-food, conforme ilustra a reportagem da tv Globo. Logo, com a falta de alimentação saudável, o índice de obesos porquanto a redução da gordofobia é duramente afetado.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve investir em políticas públicas que atuem como construtoras de uma “consciência mirim”, por meio de propagandas na televisão que fomentem a imaginação da criança, orientando-a da importância do consumo de alimentos saudáveis e dos benefícios da prática de atividades físicas. Em adição, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e anúncios em outdoors, gerando estímulo e informação para a população. Desse modo, exemplos como o da personagem Mônica serão menores e o índice de gordofobia em terras tupiniquins menor.