Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 30/08/2021
Segundo Yuval Harari no livro, ‘Sapiens: Uma Breve História da Humanidade’, o conceito de corpo saudável e formoso para os nossos ancestrais Homo Sapiens era um corpo com maior quantidade de gordura, pois, isso significava mais reserva de energia e mais propensão a reprodução. Porém, nos dias atuais, o conceito de corpo saudável e belo mudou e há um preconceito contra gordos no Brasil, causado pelo padrão de beleza fomentado pela mídia e pela ignorância.
Em primeira análise, vale salientar que a mídia tem grande influência no imaginário popular, podendo impor padrões estéticos à sociedade. Conforme a escritora Alexandra Gurgel, no livro ‘Pare De Se Odiar’, grande parte da gordofobia tem origem em como a grande mídia estimulou, ao longo dos anos, corpos magros e torneados como sendo o modelo de pessoa saudável e bonita. Isso fez com que a sociedade criasse um estereótipo negativo em relação a pessoas gordas, fazendo piorar o preconceito e, por fim, levando pessoas acima do peso a depressão.
Ademais, a noção de gordo como doença é equivocada e causa mais problemas de saúde em pessoas acima do peso. Ainda segundo Alexandra Gurgel, pessoas gordas podem ser saudáveis, desde que haja conciliação médica para não chegar ao extremismo. Além disso, esse estigma de saúde associada a magreza faz com que muitos gordos não busquem tratamento por medo de sofrerem preconceito, fazendo com que o problema se prolongue para um quadro que pode ser irreversível ou fatal.
Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde a criação de campanhas de conscientização nas escolas e nos meios de comunicação sobre a importância do combate a gordofobia no Brasil. Por meio de pequenos comerciais nas mídias sociais e salas de aulas, ensinar a população a dissociar a imagem de gordos como pessoas feias e doentes, outrossim, estimular o acolhimento dessas pessoas. Somente assim, a sociedade irá rumar para um futuro mais igualitário e menos gordofóbico.