Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Antigamente, no Brasil Colônia, a gordura não era só sinônimo de beleza, mas, também de distinção social e riqueza. Com o passar dos anos, ser gordo passou a ter impactos extremamente negativos atrelados à saúde mental e física dos indivíduos. Por essa razão, é necessário colocar em debate, sobre a realidade das pessoas que sofrem do mal da gordofobia e dos movimentos de desconstrução desse tabu.

Em primeiro plano, a teoria do sociólogo Émile Durkheim, isso se apresenta como um fato social, pois os obesos são entendidos pela sociedade como anormais e devem ser punidos à força. Além disso, esse fato é caracterizado como discriminação, abusos e apelidos, por exemplo: depressão, baixa autoestima e até mesmo suicídio. A revista médica “Nature Medicine” publicou um artigo em apoio ao fim da gordofobia. Dados da revista mostram que entre os adultos obesos, entre 19% e 42% sofrem discriminação. Entre as mulheres e aquelas com maior índice de massa corporal (IMC), essa proporção é ainda maior. Logo, com os elevados índices de insatisfação com o corpo, os indivíduos encontram-se deslocados do corpo social.

Nos dias de hoje, o movimento body positive tem o objetivo de lutar contra a discriminação de corpos denominados “fora do padrão”. A popularidade das revistas e da televisão no início do século 20 tornou essa ditadura da beleza ainda mais forte. Até recentemente, as publicações femininas, incluindo publicações juvenis, visavam ter um corpo ideal, atingir um tamanho de cintura equivalente ao de uma atriz e assim por diante. Portanto, as mulheres são forçadas a se adaptar a padrões inatingíveis de beleza à medida que crescem. Isso faz com que muitas pessoas se sintam enojadas e envergonhadas de suas próprias características.

Portanto, para acabar com a gordofobia no Brasil, o governo federal deve controlar a indústria cultural, o que pode ser feito criando ferramentas, como o departamento de pesquisa e controle e / ou a secretaria, para vetar qualquer conteúdo que prejudique a convivência social. Além disso, o estado deve conscientizar a população por meio de palestras educacionais nas escolas e de agentes treinados, como professores e psicólogos, para ajudar individuas que sofrem preconceito. Também é necessário que os movimentos como o body positive ganhe mais espaço e visibilidade, dessa forma, teremos uma sociedade mais tolerante e sem preconceitos.