Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Gordofobia é a abominação à gordura, é o preconceito contra o biótipo de algumas pessoas com o objetivo de inferioriza-las. Apesar de aparentar, a intolerância não está relacionada ao índice de massa corpórea, mas, sim ao estereótipo dos corpos atléticos como o ideal. No Brasil contemporâneo, principalmente com o elevado uso das redes sociais, os julgamentos contra os corpos dos usuários das mídias sociais aumentaram de forma drástica. Sendo assim, a padronização do corpo e o bullying, na qual causa transtornos psicológicos, são os principais fatores que impedem o combate desse tema.

Primeiramente, a internet tornou-se o local de identificação da população. Contudo, este também se transformou em um ambiente de pressão estética nas pessoas que a usufrui. Segundo a pesquisa da ONG inglesa Girlguiding jovens, entre 11 e 21 anos, que tem contato com o mundo virtual, afirmam que não estão 100% satisfeitos com sua aparência. Assim como, toda este culto ao corpo perfeito na mídia, com características magras, favorecem para o aumento desse preconceito, causando transtornos nas pessoas gordas. A jornalista, escritora e comunicadora Alexandra Gurgel aborda sobre o assunto de corpos gordos e, por meio das suas redes sociais falou sobre a sua questão com o peso que viveu desde a infância, acarretando sérios distúrbios alimentares como: bulimia e anorexia.

Ademais, a associação da obesidade de pessoas que não segue o padrão estético, é alarmante. Todavia, o endocrinologista e pesquisar do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares, Pedro Assed afirma que “é possível, sim, ter excesso de peso e metabolicamente ser um indivíduo saudável”. Isto posto, compreende-se que as pessoas fora dos corpos expostas na mídia não estão acometidas pela doença obesidade, mas dispõe de liberdade para ser o que quiser. Além disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, em 2019, uma a cada quatro pessoas a partir de 18 anos têm corpos gordos. Desse modo, preconceito com esse grupo social é estruturado pelos comerciais, revistas e desfiles de moda que apenas reforçam um modelo inexistente de biótipo na vida real dos brasileiros.

Portanto, é indubitável que esse tema precisa continuar em pauta, para que o preconceito seja exterminado. Em primeiro plano, o Ministério da Saúde (MS) deve apresentar a diferença entre ser gordo e obeso para que a informação chegue a todos, isto pode ser feito na internet, nas redes sociais e nos canais abertos de televisão, assim não haverá intolerância por falta de informação. Como também, os programas de entretenimento, moda e das mídias sociais precisam incluir os corpos gordos em seus trabalhos para ocorrer o reconhecimento dentre os brasileiros. E, por fim dispor psicólogos, para tratar as pessoas que sofreram por ser quem são tornando-as mais saudáveis mentalmente.