Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Desde os primórdios na Grécia Antiga, os artistas escupiam deuses da mitologia, com coros simetricamente perfeitos e humanamente inalcançáveis. Hodiernamente, tal prática ainda é pertinente no meio social, visto que, a mídia agora é a nova ditadora de padrões sociais, de modo consequente, expresso a viés gordofobico arraigada na sociedade brasileira. Nesse cenário, percebe-se a configuração de um grave problema social de contornos específicos, o qual é perpetuada pela padronização estética adotada pela mídia e pela insuficiência legislativa.
A priori, a busca ao corpo impecável apresentado em novelas e propagandas de televisão influência no comportamento da sociedade quando se trata de ser " fora do padrão". Destarte, consoante ao pensamento do físico Albert Einstein, “Tornou-se chocantimente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”, ou seja, a dedicação para se encaixar na forma idealizada pela vida virtual degrada a saúde mental e física das pessoas. A exemplo disso, a rede social Instagram, é caudadora do sentimento de desprezo e insuficiência do indivíduo quando não alcançam um número consideravel de curtidas em suas fotos - culpando o formato dos seus corpos.
Em segundo plano, vale salientar que a conjuntura legislativa insuficiente permite a propagação do preconceito corporal no antro social. Tal situação, corrobora a teoria da “Banalidade do mal”, defendida pela filósofa Hannah Arendt, visto que, tais práticas são formas de violência que passam desepercebidas na sociedade. Deste modo, é imprescindível que o Estado desenvolva projetos legislativos com o intuito de inibir tais práticas e resguardar o direito à dignidade dessas pessoas.
Conforme os dados supracitados, torna-se mister que medidas sejam tomadas para que a gordofobia seja superada. Para tanto, cabe às instituições de ensino criar oportunidades de reflexão - como feiras, palestras e simpósios-, as quais contribuem com a efetiva discurssão a respeito da importância do empoderamento do corpo feminino, de modo que esta forma de preconceito seja erradicada. Ademais, cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério da justiça, criar leis e criminalizar tais práticas com a finalidade de proporcionar a iguadade e a dignidade para todas as mulheres. Desta forma, poder-se-á combater as atitudes, gordofobicas em território nacional e construir uma sociedade diferente dos primórdios da Grécia Antiga.