Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito “, essa é a definição proferida pelo célebre estudioso Einstein. De acordo com essa passagem, é visível o quanto uma sociedade gordofóbica, por exemplo, é complicada e difícil de alterar. Entretanto, há movimentos populares com, cada vez mais, força na tentativa de modificar esse cenário nacional, de modo a expor as limitações de direitos civis das pessoas gordas, além de debater sobre a influência da imposição de padrões padrões estéticos desumanizadores, buscando exercer o bem-estar social.

Primeiramente, é nítido o quanto a gordofobia limita os direitos humanos assegurados governamentalmente. Sendo assim, “A banalidade do mal“, expressão da filósofa judia Hannah Arendt, explica a situação, lamentavelmente, recorrente de preconceitos contra pessoas acima do peso no Brasil. A partir dessa passagem, é possível observar a normalização indevida de comportamentos preconceituosos, os quais podem evoluir para questões discriminatórias, que atingem o bem-estar e integridade do grupo alvo. Isso ocorre devido à negligência estatal, pois o Governo Federal não apresenta um código de leis específicas sobre a gordofobia, fato que, não raro, amplia essas ocorrências inconvenientes.

Outrossim, atuação estética é muito presente na sociedade contemporânea, mas aliada, infelizmente, à imposição direta e indireta de padrões corporais. Dessa forma, a Indústria da Beleza, principal responsável pela valorização de estereótipos desumanizados, influencia o imaginário social, restringindo o ideal de beleza a um perfil magro e, consequentemente, inferiorizando as pessoas gordas. Com isso, esse modelo nada inclusivo evidencia uma pressão muito intensa, pois, na maioria dos filmes juvenis, quando apresenta um personagem gordo, há um estereótipo de ser humano feio, indesejado e estranho, o qual ao emagrecer, atenua-se, assumindo maior protagonismo devido à padronização estética, confirmando, tristemente, a realidade gordofóbica mundial.

Ante o exposto, cabe ao Poder Público intervir legislativamente nas situações de gordofobia nacionais, mediante a especificação de leis contra esse atos, as quais devem ser estudadas e aprovadas por votação na Câmara, a fim de suprimir o máximo possível da maldade banalizada em meio à sociedade. Ademais, é dever dos movimentos populares engajar os discursos à favor da diversidade de padrões de beleza, objetivando mitigar a pressão por um corpo midiáticamente ideal.