Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 11/08/2021
‘‘A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável’’. A citação do filósofo Jean-Jacques Rousseau é pertinente com o atual cenário social do Brasil, uma vez que a gordofobia - discriminação contra pessoas que estão acima do peso - prejudica a comodidade do corpo social brasileiro. Essa realidade é danosa para o país, em especial, por dois fatores : restringe o avanço comunitário da nação e censura a participação coletiva deste grupo.
Em primeira análise, o óbice restringe o avanço social do Brasil. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, para o progresso equilibrado e saudável de uma nação, necessita-se do bem-estar coletivo. Contudo, conforme o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística, a gordofobia é uma situação presente na rotina de 92% dos brasileiros, a qual além de inibir a sua satisfação pessoal, atrapalha a prosperidade do país. Logo, é evidente que este imbróglio carece de uma maior atenção por parte de sua sociedade.
Além dessa perspectiva, a mazela censura a participação coletiva de pessoas acima do peso. Consoante com o pensador iluminista Voltaire, ‘‘O preconceito é opinião sem conhecimento’’. Análogo ao excerto, denota-se que essas convicções sociais dificultam a atuação plena de todo o seu corpo social, no qual, de acordo com o periódico científico Nature Medicine, a gordofobia está atrelada ao isolamento social, circunstância prejudicial para o bem-estar comunitário. Portanto, é imprescindível a resolução dessa adversidade para o conforto do país.
Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania - órgão responsável pelas políticas de desenvolvimento social - obstruir esta aversão às pessoas que estão acima do peso. Nesse sentido, por meio do aporte financeiro do Governo Federal em Campanhas Socioeducativas, através das redes de interação comunicativa, na qual fomente o debate sobre a pluralidade da sociedade brasileira e dos malefícios desta discriminação. A partir disso, possibilite que o Brasil não deprave o seu cidadão, tal como cita Rousseau.