Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Na Era Vitoriana, por volta do século XIX as mulheres gordas eram consideradas anormais diante da civilização. Por isso, eram utilizados espartilhos e corpetes feitos com ilhoses e barbatanas de baleia na intenção de deixar a cintura minúscula. Da mesma forma, no Brasil contemporâneo, observa-se ainda a pressão estética fazendo pessoas acima do peso se sentirem inferiorizadas gerando a gordofobia.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope, 92% dos brasileiros sofrem bullying pelo peso elevado. Em consequência disso, explica-se os inúmeros casos de depressão, suicídio ou mortes por complicações cirúrgicas em busca do corpo perfeito aplicado pela sociedade através de um padrão. Logo, podemos mencionar a diferença entre o lindo e o saudável, no qual os modelos de beleza não mencionam, passando a visão da perfeição que não existe.
Outros fatores existentes são as redes sociais e os aplicativos de edição que influenciam a ideia falsa de curvas perfeitas. Vivemos ainda ideias enraizadas, no qual, podemos citar a Grécia Antiga, onde as características físicas do homem eram exaltadas. Ideologia essa que precisa ser quebrada, libertando os padrões, incentivando a política de aceitação, evitando sofrimentos psicológicos.
Levando-se em conta o que foi observado, medidas cabíveis são necessárias para resolver o impasse. A mídia em geral tem um papel fundamental, podendo assim, ser usada através de propagandas de respeito relacionadas a gordofobia. Marcas de nível nacional com grandes influências, abrindo espaço e deixando pessoas de peso elevado serem suas “caras”, colaborando com a representatividade. Por fim, o Ministério da Saúde através de panfletos e palestras esclarecer os paradigmas do que realmente é o saudável.