Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
A Barbie, boneca mais popular do mundo, é amplamente consumida pelas crianças e, por conseguinte, o corpo da boneca, o qual se caracteriza pela magreza excessiva, torna-se o ideal estético desde a infância. Por conta disso, na sociedade hodierna, é crescente o preconceito com os indivíduos que não se enquadram no “padrão” de beleza vigente. Com isso, surge a questão da gordofobia, que persiste intrínseca no Brasil, seja pela precaridade da educação ou pela ignorância da população do país.
Em primeira análise, é válido salientar que que a ausência de uma educação inclusiva no Brasil acarreta aumento da gordofobia no país. Nesse sentido, o escritor Sergio Buarque de Holanda, em seu conceito de “Homem Cordial”, àquele que deixa a racionalidade de lado para agir com a emoção, define o cidadão que pratica a gordofobia. Desse modo, devido a falta de uma educação de qualidade, a qual ensina sobre a inclusão e a empatia, o indivíduo preconceituoso não desenvolve o uso da razão.
Em segunda análise, é indubitável afirmar que a ignorância da sociedade brasileira com o indivíduo gordo, compromete a saúde mental dele. Dessa forma, a escritora Carolina Maria de Jesus, ao afirmar que “me sinto um objeto fora de uso, digno de estar em um quarto de despejo”, define perfeitamente àquele que sofre gordofobia. Essa discriminação decorre, principalmente, do esteriótipo mentiroso do corpo gordo, de que é um indíviduo doente e sem disposição. Desse modo, essa ideia que vigora na mentalidade do brasileiro não é eliminada devido a apatia da população e da mídia, que não tratam do assunto e, portanto, intensificam a gordofobia.
Portanto, medidas são necessárias para mudar esse cenário. Para tanto, o governo deve conscientizar a população acerca da gordofobia, por meio do projeto “Viva a diversidade”. Nele, o Ministério da Educação irá promover palestras nas instituições de educação básica e superior do país, administradas por profissionais das áreas de pedagogia e biologia, que tratem da importância de conviver com o diferente, além da igualdade biológica de todos, a fim de acabar com a ignorância do “Homem Cordial”.