Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Na novela “Rebelde Brasil”, Carla é uma adolescente que, para se manter com o “corpo ideal”, alimenta-se muito pouco, colocando em risco sua vitalidade. De forma análoga à ficção, na realidade atual, percebe-se que as práticas realizadas pela jovem são cada vez mais comuns, uma vez que homens e mulheres, de diversas faixas etárias, estão cultuando essa forma como um “padrão de beleza”. Sabendo disso, é preciso pôr em destaque como consequências inevitáveis ​​advindas desse problema: os estereótipos reforçados nas raízes da sociedade e o ausente de auxílio por parte do governo para com esses cidadãos.

Nesse contexto, vale lembrar que a influência midiática interfere na incorporação de um “padrão de beleza” na sociedade. Paralelo a esse pensamento, Adorno, sociólogo alemão, afirma que a mídia cria certos estereótipos que tiram a liberdade de pensamento. Isso decorre, principalmente, da manipulação aos telespectadores através da falta de visibilidade dos personagens acima do peso “padronizado” em filmes, séries, novelas, anúncios, e pelos recorrentes comentários maldosos em redes sociais, o que acaba proferindo qual o corpo mais belo, aos olhos da sociedade. Logo, torna-se comum os requisitos seguindo esse molde corporal, visto que, foi convencionando e imposto ao longo dos anos.

Outrossim, presencia-se, no Brasil, um elevado uso de veículos de comunicação em massa para disseminação o ódio contra qualquer tipo de grupo minoitário, No ano de 2018, por exemplo, é de notório saber que o atual presidente, Jair Bolsonaro, aproveitou -se de diversos elementos midiáticos para fazer declarações discriminatórias, como quando disse: “as minorias devem se curvar às maiorias”. Logo, nota-se a inércia do governo federal em dar voz a esses grupos, pelo contrário, evidencia-se, por meio dessas declarações, um padrão de comportamento governamental que visa restringir, ainda mais, o poder político dessas pessoas, incluindo o dos gordos.

Diante disso, é notória a urgência para que a gordofobia seja extinta do senso comum brasileiro. Portanto, é necessário que as emissoras de novelas, séries, entre outros veículos midiáticos, aumente a visibilidade de pessoas acima do peso padrão nos veículos midiáticos, com objetivo de quebrar os estereótipos impostos na sociedade. Além disso, é é necessário que o Governo, como instância máxima do poder executivo, elabore palestras mensais em locais públicos, como praças, por meio de psicólogos e nutricionistas que informam aos cidadãos que todo corpo tem a sua beleza e outros fatores, por exemplo genética, influenciam na forma física, a fim de que todos as formas sejam exaltadas.