Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. No entanto, a gordofobia fere essa dignidade da pessoa humana e prejudica o acesso aos seus direitos na sociedade brasileira. Assim, esse preconceito contra indivíduos acima do peso é um problema que precisa ser debatido, uma vez que é causado por pressões estéticas e gera consequências danosas à saúde mental da vítima.

Em primeira análise, segundo a letra da música “Pretty Hurts”, da cantora norte-americana Beyoncé, “A perfeição é a doença da nação”. Ao sair do campo musical, de maneira análoga, observa-se na sociedade brasileira um comportamento de culto aos padrões estéticos difundidos como “perfeitos”. Dessa forma, o corpo magro é sempre colocado em destaque, ao passo que estar acima do peso, mesmo que saudável, ainda é visto como algo negativo pelos gordofóbicos, ocasionando a discriminação dessa parcela populacional.

Em segunda análise, de acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), a gordofobia está presente na rotina de 92% da população. Nesse sentido, esse dado alarmante mostra como o preconceito contra pessoas acima do peso é comum no Brasil. Assim, um grande número de pessoas sofrem com essa discriminação que causa sérios danos à saúde mental da vítima, como problemas de aceitação e distúrbios alimentares, prejudica a ocupação de cargos no mercado de trabalho e sua sociabilidade.

Portanto, a gordofobia é um problema que precisa ser debatido e combatido no Brasil. Dessa forma, cabe à escola e à família, como responsáveis pela formação moral desde a infância, o papel de mitigar essa discriminação associada ao corpo. Isso deve ser feito por meio da discussão sobre a diversidade e o respeito ao próximo, no ambiente familiar ou em palestras escolares, a fim de que esse preconceito seja desconstruído e as pessoas sintam-se confortáveis do jeito que são.