Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Segundo o Artigo primeiro da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Entretanto, no Brasil, cidadãos acima do peso ou até mesmo “fora dos padrões estéticos’’, enfrentam gordofobia diariamente, preconceito esse que fere as conquistas inalienáveis garantidas pelo documento supracitado. Dessa maneira, o país enfrenta diversos desafios, sendo os principais: O bullying e suas consequências psicológicas nas vítimas e, a ainda carente, participação do estado e das escolas no combate a discriminacao .

Em primeira análise, entende-se a gordofobia como aversão à gordura, fazendo indivíduos que não se encaixam em “moldes corporais” serem sujeitos a maus tratos e inferiorização de do seu estado de ser. Ademais, segundo o site jornalístico UOL, há nas sociedades contemporâneas o culto exacerbado ao corpo, no qual a imagem se torna prioridade geral das massas. Essa realidade evidencia como a gordofobia ganha espaço na nação. Nessa ótica, ambos julgamento e pressão cultural baseada em expectativas fisionômicas quase impossíveis abrem caminhos para a prática de bullying. Esse por sua vez, em sua grande maioria, tem início na infância, nas escolas ou até mesmo em casa, levando a criança a sofrer exclusão por ser acima do peso, agressões verbais e nos piores casos desenvolver quadros psiquiátricos vitalícios como depressão e distúrbios alimentares.

Em segundo plano, o combate a gordofobia no Brasil pelo Estado e pelas Escolas é de extrema importância para diminuição dos preconceitos e distúrbios mentais. Outrossim, o ensino como modo de educar e promover debates funciona como uma reforma em cadeia de toda uma estrutura sistemática falha, pois como ratifica o filósofo gregro Epicteto “Só a educação liberta”. Todavia, a falta de investimento brasileiro nessa  área  torna-se um problema na luta pela aceitação de diferentes biotipos, fato observado pelo site de notícias UOL em 2019, afirmando a redução do investimento em educação em 56% em quatro anos. Logo, gastos exorbitantes do Governo como os com saúde pública poderiam ser revertidos em incentivos financeiros buscando maior instrução, evitando, por exemplo, a necessidade de grandes despesas com tratamentos de doenças mentais causadas pela gordofobia.

Tendo em vista esses impasses e a necessidade de debates sobre a questão, o Ministério da Educação deve criar uma Lei que exija das escolas palestras semestrais sobre a importância da aceitação de diferentes corpos, visando diminuição de bullying e gordofbia. Além disso, o Ministério da Economia deve promover maior investimento na rede de ensino por meio de um plano de alocação de verba pública feito por profissionais qualificados, possibilitando a criação de uma reforma na base dos problemas nacionias e comabatento o preconceito, garantindo igualdade e dignidade de direito a todos.