Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Conforme a Constituição Federal prevê em seu terceiro arigo, é dever do Estado garantir como um de seus objetivos a construção de um grupo social mais livre, justo e solidário com os seus semelhantes dentro de qualquer espaço. Porém, acerca do tema da gordofobia, é possível depreender e observar o não cumprimento do artigo, com comportamentos inadmissíveis para o convívio social, tais como o desprezo, o desmerecimento e até abuso psicológico com pessoas acima do peso, seja pelo preconceito enraizado em todas as fases da vida ou por padrões de beleza distorcidos. Desse modo, torna-se fundamental a discussão sobre a questão da gordofobia no Brasil.

Diante desse cenário, é possível analisar o preconceito dentro da sociedade atual e suas raízes na conjuntura social. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, ‘‘Os preconceitos tem mais raízes do que princípios’’. A partir da frase do pensandor renascentista, alguns pontos podem ser levantados acerca do debate da gordofobia, como o bullying presente na infância pode afetar indivíduos e fomentar o ódio na sociedade, criando assim indivíduos com traumas e resquícios de abuso psicológico em detrimento de seu peso, que é visto sendo ‘’errado’’ ou motivo de piada, o que é inaceitável.

Ademais, os padrões de belezas que são impostos interferem diretamente não só na vida das pessoas que se encontram acima do peso, mas também de todos os outros indivíduos que se encontram como vítimas da pressão estética. Dessa forma, os padrões de pessoas magras serem vistas como modelo de vida ou propriamente de beleza e saúde acabam por manipular e afetar negativamente corpos reais sem esteriótipos, que acabam por sofrer o estranhamento de outras pessoas.

Portanto, em virtude dos fatos supramencionados, é cabível concluir que a gordofobia é um problema urgente a ser erradicado do país. Nesse sentido, cabe ao governo federal, agindo em nome do Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, usando da arrecadação de impostos do governo, distribuirem e produzirem campanhas midiáticas em horário nobre e em escolas com o nome ‘‘Gordofobia Não!’’, com o intuito de educarem a população de todas as idades sobre os impactos que o ódio dissemina com essa parcela da população que sofre diariamente, a fim de acarretar no fim desta antipatia com todos os cidadãos brasileiros acima do peso.