Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 13/08/2021

Na atualidade, indivíduos acima do peso são conceituados como preguiçosos e descuidados tanto em relação à saúde quanto à aparência. Porém, esse ponto de vista difere do de antigamente, o qual caracterizava eles como belos, ricos, poderosos e, quando mulheres, férteis. Essa diferenciação se originou por causa da gordofobia, aversão a pessoas gordas, mas pode ser amenizada no Brasil através de debates sobre esse preconceito. Dessa forma, os estereótipos de beleza e saúde serão reavaliados.

Primeiramente, é importante lembrar que o ideal de beleza é relativo, podendo variar com a cultura, com o tempo. Por isso, é necessário levar em consideração que na Era Paleolítica, como pode ser observado na estatueta “Vênus de Willendorf”, o corpo cultuado era gordo, ou seja, nessa época, corpos magros não eram considerados bonitos. Hoje, porém, é exatamente o contrário, pessoas acima do peso estão sendo cada vez mais discriminados, sofrendo violências verbais e físicas, pois são estereótipo de feiura por não estarem no padrão que é valorizado atualmente. Esses atos, ao contrário do que pensam os agressores, não fazem eles emagrecerem, pois, ao provocar ansiedade e depressão, só faz com que eles descontem suas mágoas na comida. Por isso seria importante a discussão sobre o assunto, faria com que as pessoas notassem que não existe um conceito definido de beleza e que não há necessidade de atacar ninguém apenas por estar acima do peso.

Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante que todos sejam livres para escolher qual será seu tipo corporal. Ou seja, caso uma pessoa escolha ser gorda, ela deve ser respeitada do mesmo jeito que uma pessoa magra e não vista como estereótipo de alguém não saudável. Até porque, ser gordo não é sinônimo de ser obeso, que é quando a gordura em excesso é prejudicial à saúde e, em diversas ocasiões, indivíduos magros, por estarem no padrão estabelecido pela sociedade atual, não cuidam de seus corpos de forma correta, acarretando em várias doenças como anorexia, bulemia. Sendo assim, esse preconceito é facilmente refutado em qualquer diálogo e precisa ser extinto.

Diante do exposto, é evidente que o debate sobre gordofobia no Brasil é importante para que esse preconceito chegue ao fim. Isso pode ser feito pelo Ministério da Educação em união com as diversas mídias como redes sociais, televisão, rádio. Essa parceria elaboraria campanhas que disponibilizassem professores e pscicólogos para debater com o público sobre a gordofobia. Com isso, essas discussões possuiriam grande alcance e colaborariam com o desaparecimento desse preconceito na sociedade. E, portanto, as pessoas gordas iriam ser livres para viver como querem, sem qualquer ameaça à sua segurança, ao seu modo de vida.