Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 13/08/2021
A Indústria Cultural, conceito de Adomo e Horkheim, propaga um estilo de vida e de corpos perfeitos, estes brancos e magros. Sob essa perspectiva, pessoas que não se encaixam nesse padrão apresentado, como pessoas com excesso de peso, sofrem certo tipo de preconceito, sendo necessário o debate sobre a gordofobia no Brasil, impulsionada, sobretudo, pelo déficit informativo educacional e sendo necessário medidas para combater a problemática, como a maior representatividade midiática.
Primeiramente, vale ressaltar que, segundo Paulo Freide, a educação é base para a transformação de uma sociedade. Entretanto, a sociedade brasileira encontra dificuldades no combate a gordofobia, tendo em vista que o tema é pouco abordado nos institutos de ensinos nacionais, sendo visto de forma etnocêntrica e preconceituosa, e que não há incentivo governamental na propagação de informações sobre esses pensamentos estígmatisados. O que compactua, desse modo, com a não transformação social nesse âmbito.
Ademais, vale ressaltar que, segundo Kaur Rupi, a representatividade é essencial para que todos sintam-se acolhidos. Sob essa ótica, é essencial que a mídia apresente o corpo de pessoas gordas, não só para quebrar o padrão estético magro, imposto pela Industria Cultural, por meio de comerciais e peças publicitárias, mas também para que essa parcela porpulacional sinta-se refletida e ligada às produções midiáticas. Rompendo, assim, os preconeitos da sociedade.
Percebe-se, portanto, a importância do debate a gordofobia no Brasil. Por isso, cabe ao governo, na figura do Ministério da Educação, disseminar informações sobre a gordofobia, não só por meio de palestras escolares, mas também por meio da peças publicitárias, nas escolas nacionais e na mídia nacional, visando diminuir o preconceito contra pessoa com execesso de peso no Brasil, quebrando, assim, o padrão estético da Industria Cultural.