Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 13/08/2021

“Educação não muda o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas mudam o mundo”. A famosa frase do Educador Paulo Freire, demonstra o quanto a educação é fundamental para que ocorram transformações sociais, no entanto, isso não ocorre no Brasil, uma vez que o debate sobre a gordofobia no país apresenta barreiras, as quais impedem a realização da frase de Paulo. Nesse caso, é necessário analisar a negligência estatal e o papel do cidadão.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a gordofobia em debate na sociedade, deriva das baixas atuações dos governos, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Nesse viés, segundo o líder militar francês Napoleão Bonaparte, “O homem é impassível por natureza: pouco se lhe dá que o elogiem ou censurem-ele não ouve senão a voz da própria consciência”. Isso é exatamente o que ocorre no país. Devido à falta de atuação das autoridades, essa problemática se faz presente nos dias atuais, provando que o ser humano ouve somente a si mesmo, não buscando compreender as consequências de seus atos, já que pouco se debate sobre o empecilho, como o desenvolvimento de transtornos alimentares e ansiedade. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar o cidadão como promotor do problema. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna está cada vez mais líquida, onde o homem está cada vez mais egoísta, sem pensar nos interesses coletivos, causando um colapso social. Diante de tal contexto, o indivíduo está ligado diretamente com a exclusão social dos “gordos”, já que há o preconceito, além do bullying, feito geralmente nas escolas, que causa vários efeitos negativos, como o isolamento social, seguido de doenças mentais perigosas , como a depressão, afetando toda a vida da criança, podendo ter uma vida infeliz pelo restante da vida se não houver auxílio dos responsáveis ​​em conjunto com profissionais da saúde. Logo, é intolerável que esse cenário continue perpetuando.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para isso, o governo, juntamente com o poder legislativo, deve criar uma lei contra a gordofobia, por meio da câmara de deputados, para que acabe com esse preconceito no país. Além disso, é necessário que ele conscientize o povo, através de palestras e campanhas midiáticas, as quais sejam realizadas em instituições e plataformas digitais como Youtube e Instagram, objetivando a plena conscientização do ser humano, para evitar as doenças mentais e transtornos alimentares e o fim do bullying com esses indivíduos. Somente dessa forma podemos nos aproximar da sociedade perfeita dos pensamentos de More.