Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 15/08/2021

O livro “Extraordinário”, da autora americana R. J. Palacio, conta a história de Auggie Pullman, um garoto de 10 anos que nasceu com uma deformidade facial e, por isso, sofreu bullying durante alguns anos na escola, pelo fato de ser considerado diferente  dos colegas. Fora da ficção, o livro se assemelha a sociedade atual brasileira, especialmente à pessoas tidas como acima do peso ou obesas, sofrendo diversos ataques de indivíduos gordofóbicos e seus preconceitos. Sendo assim, é necessário abordar sobre os padrões de beleza do corpo e como eles têm impacto negativo em pessoas consideradas acima do peso pela sociedade.

Em primeiro lugar, é necessário citar que, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileio de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), a gordofobia está na rotina de, aproximadamente, 92% dos brasileiros. Logo, esse preconceito vem aumentando e se enraizando, criando uma sociedade estereotipada e com padrões. Ademais, pode-se citar que, ao longo dos séculos, o padrão de beleza foi adotado como o corpo magro e branco, levando muitas pessoas a seguirem dietas malucas e exercícios físicos além da conta, para serem aceitos pela sociedade problemática, porém, com isso, as pessoas desenvolveram diversos problemas como bulimia, anorexia, compulsão alimentar, depressão e ansiedade, prejudicando seriamente a qualidade de vida da população em geral.

Em segundo lugar, pode-se abordar que, as crianças e adolescentes acima do peso, geralmente sofrem bullying na escola, se constituindo como violência psicológica e, muitas vezes, até violência física. Logo, essas vítimas crescem com traumas e marcas que só aliviam com o acompanhamento médico adequado e, se não se tratarem, pode evoluir para algo pior como depressão, ansiedade e  transtornos alimentares. A compulsão alimentar, por exemplo, que consiste em um distúrbio de ingestão exagerada de comida, mesmo sem ter fome e, sua causa pode vir de ansiedade, dietas restritivas ou problemas hormonais, sendo necessário um médico e psiquiatra para tratar esse distúrbio, melhorando a qualidade de vida de várias pessoas.

Portanto, para que a gordofobia e suas consequências sejam diminuidas, o Governo, por meio do Ministério da Educação e Ministério da Saúde, deve implementar aulas de conscientização dessa pauta, em escolas públicas e privadas, com a ajuda de profissionais especializados, além disso, os hospitais devem fornecer consultas gratuitas com médicos e psiquiatras, para as pessoas que quiserem, com a ajuda de investimentos públicos em ambos os projetos, com a finalidade de diminuir os casos de gordofobia, conscientizar as pessoas de que esse problema é sério, além de ajudar as vítimas desse preconceito, aumentando a qualidade de vida da sociedade brasileira.